- Chanceleres do Equador e da Colômbia se reuniram pela primeira vez desde a escalada de uma guerra tarifária que afeta o comércio, a cooperação energética e o transporte de petróleo.
- A disputa envolve tarifas de 30% cobradas mutuamente; o movimento ocorreu após o presidente equatoriano, Antônio Noboa, acusar a Colômbia de não agir com firmeza no combate ao tráfico na fronteira de cerca de 600 quilômetros.
- A Colômbia suspendeu a venda de eletricidade ao Equador, e o Equador elevou em 900% a tarifa para transportar petróleo por seu oleoduto.
- O encontro ocorreu no Panamá, durante o fórum do Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe; as ministras Gabriela Sommerfeld, do Equador, e Rosa Villavicencio, da Colômbia, participaram das negociações.
- O presidente Gustavo Petro informou tríade para diálogo; Noboa não respondeu à oferta, reiterando a necessidade de prender criminosos, enquanto o Equador busca apoio dos Estados Unidos no combate ao tráfico.
Os chanceleres do Equador e da Colômbia se reuniram pela primeira vez desde o início da guerra tarifária que envolve ambos os países vizinhos. O encontro ocorre no Panamá, em meio a eventos que também incluem a participação de ministros de Relações Exteriores de ambos os lados.
A tensão comercial começou com tarifas de 30% entre os dois países, após o Equador acusar a Colômbia de não agir com eficácia no combate ao tráfico de drogas na fronteira. Em resposta, a Colômbia suspendeu a venda de eletricidade ao Equador e o Equador elevou a tarifa de transporte de petróleo por seu oleoduto.
Diálogo e próximos passos
Segundo a comunicação do Ministério das Relações Exteriores equatoriano, existe um canal de diálogo entre os chanceleres para que o Equador exponha sua posição e a Colômbia responda. O anúncio não confirmou a data da reunião nem os pontos específicos debatidos entre Gabriela Sommerfeld e Rosa Villavicencio.
A presença dos dois chefes de diplomacia no Panamá está relacionada ao fórum do Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF). Gustavo Petro, presidente colombiano, indicou a disponibilidade para dialogar com o colega equatoriano sobre a crise.
Nível de cooperação e contexto regional
A fronteira compartilhada, com cerca de 600 km, é área de atuação de grupos criminosos e de tráfico, incluindo atividades de garimpo ilegal. O Equador tem justificado as tarifas como compensação pelos custos de manter a fronteira sob controle e enfrentar a violência associada aos crime organizado.
No plano interno, o Equador enfrenta altos índices de violência, com o Observatório do Crime Organizado registrando números elevados. O governo tem buscado apoio internacional para o combate ao tráfico e à criminalidade transfronteiriça.
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