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Espaços de arte nos EUA fecham em protesto contra ações do ICE

Galerias de Nova York a Los Angeles fecham em protesto contra ações de Imigração e Alfândega (ICE), em meio à possibilidade de shutdown federal

Protesters in Minneapolis on 23 January Photo by Chad Davis, via Flickr
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  • Espaços de arte comerciais e sem fins lucrativos nos EUA vão fechar na sexta-feira, 30 de janeiro, em protesto contra ações violentas de agentes do ICE.
  • De Nova York a Los Angeles, centenas de galerias participam da paralisação nacional, incluindo espaços renomados como Pace, Paula Cooper Gallery, Hauser & Wirth, David Zwirner e Regen Projects.
  • A ação ocorre após mortes de cidadãos norte‑americanos envolvendo operações do ICE em Minneapolis e Los Angeles, e segue protestos locais em Minneapolis e St. Paul.
  • A Regen Projects, em Los Angeles, afirmou apoiar o movimento em solidariedade às famílias das vítimas e à comunidade imigrante; a Los Angeles Contemporary Exhibitions também participa.
  • O movimento acontece enquanto o Congresso avalia fundear o Department of Homeland Security, o que pode levar a novo shutdown federal caso o pacote de financiamento venz o prazo.

Um dia de paralisação

Diversas galerias comerciais e espaços sem fins lucrativos dos Estados Unidos vão interromper atividades na sexta-feira, 30 de janeiro, em uma greve nacional. A ação visa protestar contra ações violentas de agências federais de imigração, em especial o Ice, em Minneapolis, Los Angeles, Chicago e outras cidades.

Mais de 100 espaços participam, incluindo grandes nomes do mercado, como Pace, Paula Cooper Gallery, Hauser & Wirth, David Zwirner, Regen Projects e White Cube, além de galerias menores em Nova York, Los Angeles, Miami e Austin. Espaços sem fins lucrativos também aderem ao movimento, entre eles organizações da Califórnia e do leste dos EUA.

A mobilização surge uma semana após protests realizados em Minneapolis e St. Paul, em resposta a mortes associadas a operações de imigração. Em Los Angeles, moradores e trabalhadores da área também participaram de ações solidárias com famílias de vítimas de violência associada ao ICE.

A Regen Projects, em Los Angeles, anunciou a adesão ao dia de ação para apoiar a população de Minneapolis e as famílias de Renée Macklin Good, Alex Pretti, Keith Porter Jr e demais vítimas. Porter foi morto em dezembro, em um tiroteio envolvendo um agente fora de serviço do Ice. Outros espaços londrados pela cidade manifestaram apoio à paralisação e chamaram a comunidade para participar da greve: sem trabalho, sem aulas e sem compras.

Em Nova York, galerias como Cristin Tierney, Canada, Jacqueline Sullivan e outras também confirmaram participação. Espaços com atuação em várias cidades americanas, como David Kordansky, Marian Goodman e Hoffman/Donahue, devem reforçar a participação integrada da rede de galerias no movimento.

Contexto institucional e político

A ação coincide com debate no Congresso sobre financiamento do Departamento de Segurança Interna, do qual o Ice faz parte. Parlamentares discutem a possibilidade de bloquear o novo pacote orçamentário, o que poderia levar a um novo shutdown federal quando o atual financiamento expirar. O governo federal havia acabado de encerrar uma paralisação de 43 dias no ano anterior.

A organização do dia de ação não envolve apenas o setor privado; espaços comunitários e instituições culturais associadas à resistência a políticas migratórias também participam. A intenção é ampliar o debate público sobre violência estatal e o impacto das políticas de imigração na vida de imigrantes e comunidades urbanas.

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