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Grã-Bretanha não ajudará EUA em ataque ao Irã; pode apoiar Golfo se Teerã retaliar

Deslocamento da RAF para o Qatar sinaliza disposição britânica de apoiar aliados do Golfo caso Teerã intensifique retaliação, mesmo sem participação direta em ataque

The RAF’s 12 Typhoon squadron moved from Lincolnshire to Qatar.
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  • A Grã-Bretanha é improvável de ajudar os EUA em um ataque ao Irã, mas a presença de doze jatos Typhoon em Qatar sinaliza disposição de apoiar aliados regionais em caso de retaliação de Teerã.
  • A unidade Typhoon foi deslocada de Lincolnshire para o Qatar a pedido dos qatarienses, para proteger o país de ataques com drones e mísseis.
  • Fontes britânicas afirmam que uma ofensiva inicial contra o Irã dificilmente ocorreria segundo a leitura do direito internacional, mas forças britânicas podem atuar em defesa própria na região.
  • O grupo de porta-aviões USS Abraham Lincoln foi deslocado ao Oriente Médio, demonstrando que Washington busca opções militares na região.
  • A base de al‑Udeid, no Qatar, é a maior instalação dos EUA no Médio Oriente, com cerca de dez mil tropas; cerca de cem militares britânicos já estiveram lá, antes de serem evacuados em escaladas anteriores; os EUA rearranjaram jatos F‑15 para a Jordânia.

A Grã-Bretanha não deve ajudar os EUA em um possível ataque à Irã, mas o envio da 12ª esquadrilha de Typhoon para o Catar sinaliza disposição para apoiar aliados regionais caso Teerã amplie o conflito com retaliação. A ação ocorreu na semana passada.

Segundo fontes britânicas, o destacamento é “a pedido dos catarenses” para proteger o Catar, que abriga a maior base aérea dos EUA na região, de ataques com drones e mísseis de oposição.

A possível ofensiva contra o Irã é vista como improvável pela interpretação britânica do direito internacional, porém forças britânicas podem atuar em defesa própria de Catar ou de aliados régionais se houver ameaça.

Desdobramentos regionais

Na prática, a presença dos Typhoon envolve defesa aérea de curto alcance contra drones e mísseis de cruzeiro; mísseis balísticos exigem sistemas de defesa especializados. A base de al-Udeid é a maior instalação militar dos EUA no Oriente Médio, com cerca de 10 mil soldados.

Ainda nesta semana, o grupo de porta-aviões USS Abraham Lincoln foi destacado para o Oriente Médio, ampliando a atividade naval dos EUA na região. A medida é vista como parte de uma estratégia para ampliar opções de resposta.

O Reino Unido também hospedou cerca de 100 militares da RAF no Catar, mas a maioria foi retirada durante uma escalada anterior de tensões. O objetivo é evitar confrontos diretos, mantendo atuação centrada na defesa.

Outras unidades americanas já reposicionaram aeronaves de Lakenheath, no Reino Unido, para a Jordânia, com F-15 deslocados para o Muwaffaq Salti Air Base. A missão não é considerada voltada ao ataque ao Irã, mas sim à dissuasão regional.

O desenvolvimento ocorre em meio a avisos do Irã de retaliação contra alvos norte-americanos na região, caso haja ações de Washington contra o governo iraniano durante protestos internos. A escalada acompanha a presença de forças ocidentais no Gulf.

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