- As protests noturnas no Irã ganharam tom mais masculinista, com vão menos adesão ao slogan “mulher, vida, liberdade” entre as manifestantes.
- Jovens, especialmente de geração Z, parecem buscar uma saída ao regime teocrático, com relatos de apoio a uma transição liderada por Reza Pahlavi.
- Reza Pahlavi afirma estar “em posição única” para conduzir uma transição, mas não revela se deseja voltar como monarca; propõe um referendo para definir o formato do governo.
- Estima-se que pelo menos 30 mil pessoas tenham morrido em resposta violenta das forças de segurança, aumentando o temor sobre a sustentabilidade do regime.
- Críticas a Pahlavi incluem uso de retórica de guerra e suspensa de posts de apoio ao movimento, enquanto opositores mantêm figuras reformistas presas e isoladas.
Protestos em Karaj, perto de Teerã, reacenderam a demanda por mudanças no Irã. As manifestações, que começaram no final de dezembro, seguem com gritos contra a autoridade e censuras ao regime. Um novo tom, mais masculinista, ganhou força entre jovens.
Moradores relatam que as mobilizações se espalharam por cidades provinciais antes de chegar à capital. A repressão oficial, com uso de força, resultou em inúmeras baixas e corpos apresentados publicamente para identificação. A violência embalou os protestos.
Parisa, cineasta iraniana residente na França, aponta diferença em relação a 2022. O lema mulher, vida, liberdade teve menor adesão entre os novos participantes, que veem uma visão mais ampla de mudanças sociais e econômicas profundas.
> O papel de Reza Pahlavi ganhou espaço entre jovens que buscam liderança para a transição. Ele não tem ligação direta com o governo atual e não retorna ao país. Em Washington, ele sugeriu disponibilidade para guiar uma transição, sem confirmar planos de Monarquia.
AEB: A demanda por alternativas ao regime vem de setores que se sentem desamparados pela crise econômica, marcada pela queda do rial. Observadores destacam que o descontentamento é estrutural e envolve pobreza crescente.
A cobertura aponta que figuras reformistas presos, como Narges Mohammadi, e outros dissidentes, deixam espaço para dúvidas sobre o arco político de transição. Analistas veem o temor de que a repressão fortaleça o desgaste do regime.
Entre na conversa da comunidade