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Parlamento israelense aprova preliminarmente orçamento de 2026, evita eleição

Parlamento aprova em primeira leitura orçamento de 662 bilhões de shekels para 2026, com déficit de 3,9% do PIB, adiando eleição até fim de março

Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu attends a session of the Knesset, Israel's parliament, in Jerusalem, January 26, 2026. REUTERS/Ronen Zvulun
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  • O parlamento de Israel aprovou, em discussão inicial, o orçamento estadual de 2026 por 62 votos a 55, dando a Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu um alívio político temporário.
  • O projeto de orçamento totaliza 662 bilhões de shekels (cerca de US$ 214,43 bilhões), excluindo o serviço da dívida, com teto de déficit de 3,9% do produto interno bruto neste ano.
  • O orçamento precisa ser aprovado até o fim de março; caso contrário, o parlamento se dissolverá automaticamente, levando a eleições antecipadas.
  • O caminho para a aprovação final enfrenta forte polarização dentro da coalizão de Netanyahu, com divergências sobre a guerra em Gaza e o cessar-fogo de outubro, além de pressões sobre eximir alunos de seminários religiosos do serviço militar.
  • Alguns deputados ultraortodoxos não votaram a favor do orçamento, enquanto parceiros da coalizão e a oposição defendem que os jovens ultraortodoxos compartilhem a carga do serviço militar após dois anos de combates.

Israel aprovou, em primeira análise, o orçamento estadual de 2026, abrindo espaço para evitar eleições antecipadas por ora. A votação ocorreu nesta quinta-feira.

O texto, de 662 bilhões de shekels, exclui pagamento de juros da dívida e fixa teto de déficit de 3,9% do PIB neste ano. A aprovação inicial ocorreu por 62 votos a favor e 55 contra.

Ainda precisa passar por etapas para entrar em vigor definitivo, incluindo um caminho viável até o final de março. Sem aprovação até lá, o parlamento se dissolveria automaticamente, levando a novas eleições.

Contexto político

Dentro da coalizão de Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu, as tensões se intensificam por divergências sobre a guerra em Gaza e o cessar-fogo de outubro. Disputas sobre a servidão militar para estudantes religiosos também influem no debate.

Alguns deputados ultraortodoxos abstiveram-se de votar no orçamento, enquanto o governo pressiona por legislação que isente estudantes de seminários da obrigação militar. O tema mantém acesa a pressão entre parceiros da coalizão e a oposição.

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