- A Casa Branca escolheu a Trafigura, sediada em Genebra, para intermediar a venda do petróleo venezuelano confiscado, com a supervisão direta pelos EUA.
- A primeira venda rendeu cinquenta milhões de dólares? Wait: in article it’s 500 milhões de dollars. Ensure accuracy: 500 milhões de dólares, depositados em contas controladas pelo Catar; recursos deveriam ser usados para estabilizar a moeda venezuelana, segundo fontes diplomáticos, mas sem auditoria independente.
- A Trafigura também negocia o petróleo venezuelano com China e Índia, com primeiras entregas prometidas para março; a empresa atua sem passagem física de petróleo pela Suíça.
- Histórico de problemas: a Trafigura foi condenada pela Justiça suíça por suborno em Angola e já fechou acordo após investigações relacionadas à Lava Jato; ainda assim foi escolhida para o negócio venezuelano.
- Reações políticas: democratas solicitam maior transparência quanto às operações e interesses envolvidos; republicanos criticam e há fala de “roubo” por parte de parlamentares; a Casa Branca manteve a justificativa de ações para pressionar Maduro.
O governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, passa a acompanhar de perto o comércio do petróleo venezuelano, após o sequestro de Nicolás Maduro. A Administração afirma ter interrompido as exportações clandestinas e confiscar recursos, com uso posterior para fins internos. A supervisão é anunciada como prioridade para o povo venezuelano e para a economia norte-americana.
A operação envolve a Guarda e autoridades federais, com o governo estadunidense definindo a estrutura de venda e a destinação dos recursos. A primeira venda, segundo relatos apoiados por fontes do setor, teria rendido cerca de 500 milhões de dólares, depositados em contas controladas pelo Catar.
Trafigura no centro das ações
Para a comercialização do petróleo, a Trafigura, trading com base em Genebra, foi escolhida para intermediar as transações. A empresa suíça atua mesmo sem possuir petróleo em estoque, atuando como facilitadora logística e de marketing, conforme comunicado de 9 de janeiro.
A companhia é associada a um pagamento de propina em casos anteriores. Em 2025, a Trafigura enfrentou condenação no Supremo da Suíça por suborno ligado a contratos envolvendo o mercado de Angola. A decisão incluiu multa elevada e prisão de executivos.
Histórico e implicações
A Trafigura já havia fechado acordos com autoridades brasileiras após investigações da Operação Lava Jato, reconhecendo pagamentos de propina entre 2003 e 2014. Em 2023-2024, a empresa também enfrentou ações judiciais nos EUA, relacionadas a casos de corrupção.
A partir de janeiro, o carregamento de petróleo venezuelano que partiu de Anzoátegui teve como destino a Louisiana, marcando um retorno operacional às refinarias americanas. O governo diz que a medida é para apoiar a moeda venezuelana e a estabilidade econômica local.
Outros destinos e estratégias
Além dos EUA, há negociações de petróleo venezuelano com a China e a Índia, com primeiras entregas previstas para março. Executivos da Trafigura indicaram, em entrevistas, que o mercado venezuelano desperta interesse de várias ligas globais devido a cenários geopolíticos.
A gestão dos recursos é descrita como centralizada pelo governo norte-americano, com restrições a uso de dividendos para quitar dívidas venezuelanas, conforme posição oficial divulgada após a operação. A medida envolve também a proteção de ativos estrangeiros nacionalizados.
Reações políticas e institucionais
Entre parlamentares, surgem perguntas sobre transparência e possíveis ganhos financeiros de um círculo próximo ao governo. Alguns democratas pedem informações sobre interesses de funcionários, enquanto alguns republicanos criticam o uso de recursos não aprovados pelo Congresso.
A Casa Branca rebate acusações, destacando ações contra o narcoterrorismo venezuelano e enfatizando metas de segurança nacional. Enquanto isso, integradores do setor pedem clareza sobre garantias de investimento e condições de segurança para operações no país caribenho.
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