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Procuradores suíços ampliam investigação de incêndio fatal para autoridades

Procuradores suíços ampliam inquérito para autoridades locais em Crans-Montana, apontando falhas de segurança que podem responsabilizar a prefeitura

Tributes lie near the "Le Constellation" bar, after a deadly fire and explosion during a New Year's Eve party in the upscale ski resort of Crans-Montana in southwestern Switzerland, January 3, 2026. REUTERS/Lisa Leutner
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  • Procuradores suíços convocaram um atual e um ex-dirigente local para depor no próximo mês, em investigação sobre o incêndio no bar Le Constellation, que deixou 40 mortos na estância Crans-Montana.
  • A investigação avalia a possível responsabilidade dos líderes da cidade por falhas de segurança, além dos proprietários franceses do bar, alvo principal.
  • A chefe de segurança de Crans-Montana foi chamada para depor no dia 6 de fevereiro; o ex-chefe de segurança contra incêndios municipal está marcado para o dia 9 de fevereiro.
  • A prefeitura de Crans-Montana já pediu para atuar como autora da ação, mas o pedido foi rejeitado pela procuradoria do Valais em 27 de janeiro.
  • A maior parte das vítimas era formada por adolescentes; dezenas de feridos ainda estão hospitalizados com queimaduras graves.

As autoridades suíças ampliaram a investigação sobre o incêndio fatal em um bar de Crans-Montana, no fim de 2025. Consigo, representantes atuais e ex-líderes locais foram convocados para depoimentos no próximo mês. A Procuradoria afirma que gestores da cidade podem ter falhado na segurança.

Inicialmente, o foco era nos proprietários franceses do bar Le Constellation, sob suspeita de homicídio culposo entre outras acusações. A ampliação mira também a gestão municipal e possíveis falhas no cumprimento de normas de segurança.

Novo desdobramento na investigação

Segundo documentos, dois novos investigados são chamados a depor em fevereiro. O chefe de segurança de Crans-Montana tem depoimento marcado para 6 de fevereiro, e um ex-chefe de segurança contra incêndios do município, para 9 de fevereiro. Os advogados disseram que os depoimentos ocorrerão conforme orientação dos investigadores.

A prefeitura de Crans-Montana já havia expressado pesar pela tragédia e, anteriormente, pediu para não atuar como parte lesada. A aproximação entre autoridades e vítimas reflete a possível responsabilidade de gestores municipais.

Os documentos indicam que há razões para acreditar que o município falhou no cumprimento de regulamentos para proteger a vida de clientes do bar. Entre os suspeitos, há também gestores presentes e extintas autoridades, além dos proprietários do estabelecimento.

A tragédia, parte de um dos piores desastres da história recente da Suíça, deixou 40 mortos, em sua maioria adolescentes, e 116 feridos, com muitos ainda hospitalizados por queimaduras graves. O incidente também impactou as relações com a Itália e o setor de turismo local.

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