- Waymo está treinando seus carros autônomos em Londres para entender as particularidades da cidade, incluindo os atravessamentos de zebra, antes de um possível lançamento ainda neste ano.
- A frota no momento é de cerca de 24 carros na capital, equipados com câmeras, radar e sensores de lidar.
- Os testes envolvem dirigir manualmente pela cidade nos últimos dois meses para aprender nuances locais e as travessias com Belisha beacon.
- O governo britânico ainda precisa aprovar legislação complementar para permitir a operação de veículos autônomos nas ruas do Reino Unido; um esquema de pilotos de passageiros deve começar na primavera.
- A associação de taxistas e algumas autoridades locais manifestam resistência, enquanto autoridades destacam a necessidade de padrões de segurança rígidos para evitar riscos cibernéticos e proteger pedestres.
Waymo prepara seus robotáxis para operar em Londres ainda neste ano. Os carros estão em treinamento para entender as particularidades da cidade, incluindo as faixas de zebra, antes da possível autorização para início de cobrança de passageiros.
A frota de Waymo em Londres soma cerca de 24 veículos, equipados com câmeras, radar e sensores Lidar. A empresa espera que o serviço comece a aceitar clientes no último trimestre do ano, marcando a primeira implementação fora dos Estados Unidos.
Durante os últimos dois meses, os carros foram guiados manualmente pela cidade para conhecer nuances locais e as faixas de zebra, conforme afirmou Ben Loewenstein, chefe de políticas da empresa na Europa e no Reino Unido.
A iniciativa ocorre enquanto Waymo aguarda legislação do governo britânico para permitir carros autônomos nas ruas do país. A empresa pertence ao Alphabet, controladora do Google.
Outras companhias disputam participação no mercado de Londres, como Wayve e Uber, que atuam como concorrentes no segmento de táxis autônomos.
Até o momento, a operação de Waymo ocorre apenas em cidades americanas como Atlanta, Austin, Los Angeles, Miami, Phoenix e San Francisco. Londres é visto como um desafio maior pela densidade urbana.
As faixas de zebra em Londres são destacadas por Belisha beacons, com interação entre pedestres e motoristas para definir prioridade, diferente do modelo americano de sinalização. Esse aspecto é alvo de treinamento específico.
Na apresentação na London Transport Museum, a empresa mostrou um dos carros Jaguar usados pela frota no Reino Unido. Os veículos têm tecnologia similar aos usados nos EUA, com foco em ampliar o campo de visão.
A Jaguar utilizada é de direção esquerda. O modelo foi montado na Europa, equipado nos EUA com a tecnologia de condução autônoma e enviado ao Reino Unido para operação.
Para o público, a Waymo informou que a presença de um veículo sem motorista pode soar nova, mas o conceito pode se tornar comum com o tempo. A empresa não detalhou campanhas de informação pública.
Opções de atuação enfrentam resistência: a Licensed Taxi Drivers’ Association (LTDA) contesta o lançamento, chamando os robotáxis de atração de parque de diversões.
O Automated Vehicles Act de 2024 estabeleceu a base de segurança para veículos autônomos. Ainda depende de legislação complementar para permitir a operação plena.
O Departamento de Transportes informou que planeja um programa de pilotos com passageiros na primavera, permitindo operações em todo o Great Britain, com requisitos de segurança e consentimento local.
A ministra Lillian Greenwood, de transporte local, afirmou que o governo apoia a Waymo e outros operadores por meio dos pilotos de passageiros, buscando regulamentação que incentive a inovação, sem perder padrões de segurança.
Além disso, o governo ressalta que veículos autônomos devem resistir a ataques cibernéticos e manter padrões rigorosos de proteção e segurança. Transport for London ainda avalia impactos de tráfego e acessibilidade.
Entre na conversa da comunidade