- Keir Starmer abriu possibilidade de Xi Jinping visitar o Reino Unido após a visita a China, a primeira de um premiê britânico em oito anos.
- A conversa deixou a relação bilateral em posição mais estável, com acordos de cooperação econômica, isenção de visto e redução de tarifas sobre uísque.
- Embora o governo tenha destacado avanços, críticos conservadores temem a possibilidade de um retorno de Xi ao Reino Unido enquanto sanções permanecem.
- O porta-voz afirmou que o objetivo é um relacionamento resetado e não houve definição sobre futuras engajamentos; ainda existem debates sobre segurança nacional e sanções anteriores.
- Partidos e figuras conservadoras criticaram a aproximação, argumentando que o Reino Unido não deve premiar violações de direitos humanos ou espionagem, e ressaltaram condições políticas para qualquer convite.
Keir Starmer abriu caminho para uma visita de Xi Jinping ao Reino Unido após a primeira rodada de talks com o presidente chinês em Beijing, a primeira de um premier britânico em oito anos. O encontro, descrito pelo premiê como parte de uma relação em estágio mais forte, ocorreu durante a viagem de três dias. O governo britânico disse que houve avanços práticos, como uma isenção de visto, redução de tarifas de uísque e acordos de cooperação econômica.
Enquanto anunciava os resultados, Starmer afirmou que o relacionamento bilateral não está mais em uma “idade do gelo” e que os ganhos podem beneficiar pessoas e empresas britânicas. Ainda assim, a possibilidade de Xi visitar o Reino Unido gerou críticas entre opositores que apontam preocupações com direitos humanos e segurança nacional.
As tensões entre Londres e Pequim foram tema constante. O governo britânico mantém postura de vigilância sobre atividades de espionagem na Grã-Bretanha e sanções chinesas contra britânicos, incluindo MPs, impostas em 2021. Diplomatas chineses continuam impedidos de acessar o Parlamento britânico após um incidente envolvendo espionagem.
Reações no Reino Unido
Alguns políticos conservadores criticaram a ideia de convidar Xi para o país sem solução de sanções vigentes. Um ex-ministro afirmou que o presidente não deveria ser recebido no Parlamento enquanto sanções permanecerem. Outros parlamentares questionaram as condições para uma eventual visita, como a libertação de ativistas e o fim de restrições a demonstradores.
Analistas destacam o dilema estratégico: manter diálogo com a China versus pressão de aliados ocidentais sobre direitos humanos e competição econômica. O governo britânico informou que os próximos passos seguiriam o protocolo habitual, com anúncios formais conforme avanços ocorrerem.
Entre na conversa da comunidade