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Tensões comerciais da era Trump empurram Ocidente rumo à China

Guerra tarifária de Trump empurra o Ocidente a reforçar relações com a China, enquanto UE e Índia fecham acordo histórico de livre comércio

O presidente chinês Xi Jinping e dos EUA Donald Trump Foto: Fred Dufour/AFP
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  • A política tarifária volátil dos Estados Unidos na era de Donald Trump está levando governos ocidentais a buscar maior aproximação com a China.
  • A Índia fechou um acordo de livre comércio histórico com a União Europeia, ampliando o comércio diante da tensão global.
  • O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, visitou Pequim para promover uma cooperação mais pragmática, seguindo movimentos de outros líderes ocidentais.
  • Vietnã e União Europeia também firmaram compromisso para aprofundar cooperação em comércio, tecnologia e segurança.
  • O déficit comercial da União Europeia com a China é preocupante para o bloco, que teme que a dependência econômica aumente diante do cenário geopolítico atual.

O que aponta para uma reconfiguração das relações comerciais globais: a volatilidade das tarifas impostas pelos EUA durante a era Trump empurra o Ocidente a buscar novas alianças com a China. Enquanto o tema domina os impactos, países emergentes exploram acordos com a União Europeia para mitigar perdas.

Nesta semana, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, viajou a Pequim para discutir uma cooperação mais pragmática. O movimento segue visitas de lideranças de Canadá, Irlanda, França eFinlândia, em meio a uma corrida entre governos europeus por investimentos e acesso ao mercado chinês.

Implicações e cenários

A saída de Washington como parceiro comercial estável é analisada como fator que favorece Pequim. Analistas destacam que a pressão tarifária norte-americana estimula a busca por novos pactos na Europa e em outras praças. Índia e União Europeia selaram um acordo histórico de livre comércio.

Na prática, a Índia e a UE consolidaram um acordo que levará tempo para se materializar, após décadas de negociações. Vietnã e UE anunciaram aprofundar cooperação em comércio, tecnologia e segurança, fortalecendo a parceria econômica regional.

Movimentos regionais

Ainda que a UE tenha interesse em estreitar laços com a China, há preocupação com déficits comerciais expressivos, que ultrapassam 350 bilhões de dólares. China, por sua vez, pretende manter o ritmo de engajamento com parceiros estratégicos no cenário global.

As negociações sobre tarifas e barreiras não tarifárias continuam como polo central, com países buscando ajustar estratégias diante da incerteza gerada pela política externa dos EUA. Comentários indicam que acordos regionais moldarão as próximas décadas.

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