- Auxílio energético dos EUA para a Ucrânia está emperrado, com cerca de US$ 250 milhões ainda não liberados, em meio a disputas burocráticas após o enxugamento da USAID.
- Os recursos buscavam importar gás natural liquefeito e reconstruir infraestrutura energética atingida por ataques russos; há divergência sobre quem deve liberar os fundos (Departamento de Estado ou Development Finance Corporation).
- Atrasos anteriores já ocorreram no governo anterior; desta vez, a disputa interna é citada como causa, não uma manobra para obter concessões.
- A Ucrânia enfrenta inverno rigoroso, com quedas de energia, cortes de aquecimento e devastação em usinas, com cerca de 675 milhões de euros em necessidades energéticas não financiadas.
- Kiev está ciente da demora, mas prudente para evitar repercussões diplomáticas; autoridades estadounidenses ressaltam cooperação entre entidades para estabilizar o sistema energético.
O auxílio energético dos EUA para a Ucrânia ficou paralisado, enquanto o inverno rigoroso ameaça a rede elétrica danificada pela guerra. O montante, perto de 250 milhões de dólares, estava destinado a importar gás natural liquefeito e a reconstruir infraestrutura.
Fontes ligadas aos governos americano e ucraniano relatam que o dinheiro ficou em “limbo” burocrático após o fim da era USAID na prática. A disputa envolve o Departamento de Estado e a Development Finance Corporation (DFC), cada um defendendo caminhos diferentes para os fundos.
Histórico de pausas de ajuda persiste. A gestão Trump já havia adiado auxílios antes, inclusive envio militar, às vezes para pressionar Kyiv em negociações de paz. Desta vez, a demora decorre de atritos internos e confusão administrativa, segundo as fontes.
O dinheiro, avaliado em cerca de 250 milhões de dólares, já era visto como crucial diante de ataques russos a usinas e oleodutos. Kiev, Washington e Bruxelas expressam preocupação com o impacto do atraso no aquecimento de milhares de pessoas.
Pelo menos uma autoridade occidental sinalizou que representantes em Washington buscam respostas adicionais sobre o estágio atual dos recursos. Kiev também está informada, mas teme repercussões diplomáticas ao tratar do tema.
Uma porta-voz da embaixada da Ucrânia em Washington afirmou que EUA e Ucrânia trabalham juntos para fortalecer a estabilidade do sistema energético, em comunicação diária entre as partes.
A DFC informou que atua em conjunto com parceiros interagências para apoiar a reconstrução ucraniana e a prosperidade econômica entre os dois países, dentro de objetivos de segurança energética.
A Casa Branca, por meio do OMB, mencionou um relatório do inspector general da USAID que aponta falhas anteriores de supervisão em contratos. A posição ressalta atraso, sem atribuir culpa específica ao atual impasse.
Ucrânia enfrenta cortes de energia e de aquecimento, com quedas prolongadas de fornecimento em cidades como Kyiv. Autoridades ucranianas estimam necessidades energéticas não financiadas na casa de centenas de milhões de euros.
Especialistas ouvidos pela Reuters apontam que a situação pode piorar com a previsão de frio intenso na próxima semana. Há relatos de danos significativos a plantas de energia no território.
Analistas destacam que a reorganização da burocracia federal dos EUA complicou a distribuição de ajuda a aliados. A eliminação efetiva da USAID agrava a incerteza sobre quem decide os recursos.
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