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Arquivos de Epstein revelam recibos de dois envios a José María Aznar

Arquivos desclassificados dos EUA revelam dois pacotes enviados por Epstein a José María Aznar, em 2003 e 2004, para La Moncloa e FAES; Aznar nega conhecer o financista

Recibo de un paquete enviado por Epstein al presidente Aznar en septiembre de 2003. El recibo forma parte de los archivos publicados por el Gobierno de Estados Unidos el 30 de enero de 2026.
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  • Arquivos de Jeffrey Epstein, desclassificados pelo Departamento de Justiça dos EUA, incluem dois pacotes enviados a José María Aznar em 2003 e 2004, quando ele já não era presidente.
  • O primeiro envio, em setembro de 2003, foi destinado a “Presidente e Ana Aznar. Complexo de La Moncloa” e custou 32,62 dólares ao serviço de entrega Fedex.
  • O segundo envio, em maio de 2004, foi para a sede da Fundação FAES, com pagamento de 49,87 euros à mesma empresa de transportes.
  • Um e-mail, supostamente do filho de Aznar, traz a indicação do endereço de FAES e é assinado “Besos, Jose”.
  • Amigos de Aznar afirmam que o ex-presidente não conhece Epstein e não tem relação com ele; não se verifica, nas informações publicadas, envolvimento adicional com outros ex-líderes espanhóis.

Entre os arquivos desclassificados do caso Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA, aparecem registros sobre envio de pacotes a José María Aznar. Os envios teriam ocorrido em 2003, quando ele ainda era presidente do governo espanhol, e em 2004, para a fundação FAES. Os pacotes foram enviados por Jeffrey Epstein e Ghislane Maxwell.

O recebimento de um pacote em setembro de 2003 aponta o destinatário como “Presidente y Ana Aznar. Complejo de La Moncloa”. O envio teve custo de 32,62 dólares, via FedEx, do endereço de Epstein em Nova York ao Palácio de La Moncloa, em Madrid. Um mês depois, houve novo envio ao despacho da FAES, em maio de 2004, com custo de 49,87 euros.

Envios e endereços aparecem em documentos anexos, incluindo um e-mail parcial do filho de Aznar com a direção da FAES, assinado “Besos, Jose”. As fontes oficiais de Aznar afirmam que o ex-presidente não conhece Epstein e não tem relação com os nomes citados nos papéis.

Contexto e reação

O material não sugere irregularidades associadas a Aznar e nem implica conduta inadequada por parte dele. O segundo mandato de Aznar coincidiu com a aproximação aos EUA e com a administração de George W. Bush. Epstein, porém, já morreu em 2019, estando o caso em fase de investigação.

A lista de documentos também menciona uma transação de 1.050 dólares ligada a um agente de viagens usado por Epstein, com o nome de Aznar. Ainda não é possível confirmar se o registro se refere ao ex-presidente ou ao filho, que atuavam no setor financeiro em Londres e aparecem em agendas de contatos de Epstein.

As informações vieram à tona com a divulgação de milhões de documentos acumulados por Epstein, incluindo agendas, recibos e albaranes, classificados pelo governo americano como material de negócios e não como lista de clientes ou conduta imprópria.

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