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BAT acusada de ajudar Coreia do Norte a financiar terrorismo em processo

Processo civil acusa a British American Tobacco de financiar o programa de armas da Coreia do Norte com lucros de cigarro, e vítimas buscam reparação nos EUA

A pack of British American Tobacco Lucky Strike cigarettes seen in a tobacco store on 13 February 2019.
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  • Centenas de vítimas processam British American Tobacco e a subsidiária por supostamente ajudar a Coreia do Norte a financiar terrorismo por meio do negócio clandestino de cigarros, gerando cerca de $418 milhões em transações financeiras.
  • A ação afirma que o lucro do empreendimento financiou armas usadas em ataques contra americanos, incluindo ações na base aérea de al-Asad em 2020 e em Erbil, além de um ataque no Kurdistão em 2022.
  • Em 2023, a BAT entrou em acordo de delação e, junto com a subsidiária, reconheceu culpa e concordou em pagar US$ 629 milhões em multas por violação de sanções e fraude bancária.
  • O processo civil, movido no tribunal federal da região leste da Virgínia, busca indenização sob uma lei federal que permite às vítimas de ataques terroristas processar o responsável e terceiros que ajudaram.
  • Defensores afirmam que a BAT sabia que o dinheiro financiava terrorismo e manteve o esquema; a BAT diz ter reforçado seus programas de compliance e ética, citando relatórios públicos e documentos internos.

O grupo de vítimas de ataques terroristas moveu uma ação civil nos EUA contra a British American Tobacco, citando danos não especificados. A acusações envolvem uma joint venture com uma empresa norte-coreana para fabricar cigarros no país. A ação alega que a BAT financiou, de forma ilícita, armas utilizadas contra americanos.

A denúncia sustenta que, mesmo com avisos públicos sobre o financiamento do terrorismo por parte de Pyongyang, a BAT manteve operações na Coreia do Norte. A prática continuou por meio de uma subsidiária, apesar de promessas de encerrar atividades em 2007.

Segundo a justiça dos EUA, a BAT realizou cerca de 418 milhões de dólares em transações bancárias relacionadas ao empreendimento. Tais recursos teriam contribuído para o programa de armas da Coreia do Norte, segundo alega a ação.

Envolvidos e contexto

A ação envolve centenas de membros das Forças Armadas dos EUA, civis e familiares, que buscam indenização com base numa lei federal que permite processar terceiros que supostamente auxiliaram ou conspiraram para apoiar atos terroristas.

A BAT, em 2023, firmou um acordo de não persecução diferida e, junto à subsidiária, concordou em pagar 629 milhões de dólares em multas por violar sanções e fraudes bancárias. A empresa reconheceu falhas históricas em seus padrões de compliance.

Alegações e desdobramentos

Os advogados dos demandantes afirmam haver relação direta entre a operação clandestina na Coreia do Norte e os armamentos usados em ataques no Iraque e na região de Kurdistão. A denúncia sustenta que diversos ataques ocorreram entre 2020 e 2022, resultando em mortes e ferimentos.

Representantes das vítimas destacam que o caso busca justiça para militares, civis e familiares afetados. A ação foi protocolada na região leste de Virginia, nos EUA, com foco na responsabilização dos réus por danos decorrentes dos ataques.

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