- O sistema iraniano é baseado na teoria da vilayat-e faqih, em que o líder supremo detém a autoridade final sobre decisões políticas, auxiliado por um governo paralelo leal; o atual líder é o aiatolá Ali Khamenei, no poder desde 1989, sem um herdeiro definido.
- A Suprema Liderança controla órgãos clericais e institutos-chave, como a Assembleia de Especialistas, o Conselho Guardian e o Conselho Expediente, além do judiciário, com alguns clérigos discordantes do regime.
- As Forças Revolucionárias Islâmicas (IRGC) respondem diretamente ao líder supremo e hoje são a parte mais poderosa das forças armadas, com o Quads (Quds Force) atuando regionalmente e a Basij em atividades domésticas; sua influência se estende à política e aos negócios.
- O poder popular é limitado por eleições para presidente e parlamento, com restrições do Conselho Guardian e o papel dominante do líder; em 2024 o presidente eleito foi Masoud Pezeshkian.
- O presidente pode nomear o governo para políticas diárias dentro dos parâmetros do líder supremo, e o atual presidente do Parlamento é Mohammad Baqer Qalibaf; guerras e tensões regionais têm impactado a dinâmica interna.
O Irã adota um sistema de poder complexo, apoiado por uma base ideológica e pela força da Guarda Revolucionária. O governo opera em paralelo ao eleito, com mecanismos de controle que permeiam todas as esferas do poder.
A explicação central é a teocracia baseada na teoria vilayat-e faqih, que sustenta a liderança de um clérigo supremo até o retorno do 12º Imam. Esse líder tem a palavra final em decisões-chave, mesmo frente ao parlamento eleito.
O modelo institucional foi inaugurado por Ruhollah Khomeini e perdura sob Ali Khamenei, que ocupa o cargo desde 1989. A autoridade do Líder é apoiada por conselhos e redes de aliados fiéis.
Quem é o Líder Supremo
A liderança é exercida por Ali Khamenei, cuja idade é próxima dos 90 anos. Ele não indicou um sucessor formal e não há consenso público sobre cadidatos prováveis.
Entre os nomes vinculados a perspectivas de substituição aparecem Mojtaba Khamenei, Hassan Khomeini e outros clerical influentes. A indicação formal, porém, não ocorreu.
O papel da Guarda Revolucionária
A Guarda Revolucionária responde diretamente ao Líder, diferentemente do Exército, que fica sob o Ministério da Defesa. A força é estruturada para defender o regime e ampliar influência regional.
A força inclui a Força Quds, que atua no exterior, e a milícia Basij, usada para contenção interna. A organização também ganhou peso econômico com contratos no setor de petróleo e gás.
Esforços estratégicos recentes, como ataques de Israel e ações de Hezbollah, alimentam debates sobre penetrção de informações ocidentais nas fileiras da Guarda.
O regime é uma democracia?
O Irã realiza eleições para presidente e para o parlamento, com mandatos de quatro anos. O presidente forma o governo dentro dos limites definidos pelo Líder Supremo.
As restrições da Assembleia de ExÉpts e o poder do Líder limitam o espaço das instituições eleitas. A participação eleitoral variou ao longo dos anos, com ceticismo crescente entre parte do eleitorado.
O presidente eleito em 2024, Masoud Pezeshkian, foi considerado moderado, após vencer em segundo turno com participação moderada. O atual parlamento é chefiado por Mohammad Baqer Qalibaf, antigo comandante da Guarda.
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