- O Departamento de Justiça dos EUA publicou o cache final de milhões de documentos ligados a Jeffrey Epstein, atendendo a lei aprovada em novembro que determinou a divulgação de todos os registros relacionados ao caso.
- O novo lote inclui mais de três milhões de páginas, 2000 vídeos e 180 mil imagens, com extensas redações previstas por exceções legais.
- Parte dos materiais foi retirada por questões de privilégio jurídico, incluindo trabalho produzido e privilégio advogado-cliente; o governo também promete um relatório ao Congresso sobre as redações e documentos retidos.
- Não há acusações formais contra o ex-presidente Donald Trump em relação a Epstein; o material divulgado ocorreu sob pressão de democratas e republicanos no Congresso.
- A imprensa revisará os arquivos, e o DOJ ressaltou que algumas alegações contra Trump são falsas; a divulgação foi realizadas por etapas, com tempo adicional para revisão ampla dos documentos.
A Justiça dos EUA divulgou nesta sexta-feira um novo e último lote de milhões de documentos ligados ao finado abusador sexual Jeffrey Epstein, em cumprimento a uma lei aprovada em novembro que exigiu a liberação de registros relacionados ao caso. A divulgação ocorre apesar de extensas censuras previstas por exceções legais.
A operação envolve mais de 3 milhões de páginas, cerca de 2 mil vídeos e 180 mil imagens. A divulgação ocorre sob o argumento de transparência prevista pela legislação, que autoriza o ocultamento de informações sensíveis, como dados de vítimas ou materiais de investigações ativas.
De acordo com Todd Blanche, vice-procurador-geral, o conjunto representa o encerramento dos lançamentos previstos durante a gestão de Donald Trump. O material não envolve acusações contra o ex-presidente, que já negou ter conhecimento sobre crimes de Epstein.
Parte dos documentos continua indisponível por razões legais, incluindo prerrogativas de trabalho e de privilégio advogado-cliente. Alguns parlamentares criticaram essas retenções, entendendo que limitam a abrangência da lei.
O Departamento de Justiça informou que apresentará ao Congresso um relatório com um resumo de todas as censuras e documentos retidos, conforme exigido pela norma. A autoridade reiterou que a revisão levou semanas e envolveu centenas de advogados.
Em nota, a Justiça ressaltou que alguns conteúdos contêm alegações infundadas recebidas pelo FBI antes das eleições de 2020, classificando-as como falsas. O objetivo é esclarecer que tais afirmações não possuem veracidade comprovada.
Epstein, financiador de Nova York, tinha laços com figuras de destaque no meio político e empresarial. Ele foi encontrado morto na prisão em 2019, enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual. A morte, classificada como suicídio, gerou diversas teorias da conspiração.
Blanche afirmou que não houve decisão de não processar possíveis cúmplices de Epstein por ser uma prática deliberada e contrária ao que prevê a lei. Ele ressaltou que o departamento atua dentro dos marcos legais, sem omissões deliberadas.
A divulgação de arquivos manterá o escrutínio público sobre o caso, que — apesar de não envolver denúncias diretas contra Trump — segue como tema recorrente durante a campanha presidencial de 2024. A distribuição dos documentos segue passando por uma nova etapa de avaliação.
Entre na conversa da comunidade