- A juíza federal de Manhattan desestimulou os cargos de assassinato e posse ilícita de armas contra Luigi Mangione, evitando a pena de morte caso seja condenado.
- Mangione, 27 anos, aguarda julgamento marcado para setembro deste ano; a data oficial ainda não foi divulgada.
- A decisão ocorreu porque os crimes de assassinato não são compatíveis com dois delitos de assédio que ele enfrenta, segundo a juíza Margaret Garnett.
- Os dois crimes de assédio continuam abertos, e podem levar Mangione à pena de prisão perpética sem possibilidade de liberdade condicional.
- Também há nove acusações no tribunal estadual de Nova York, entre elas assassinato em segundo grau; o estado não aplica pena de morte.
- Além disso, um homem de Minnesota foi preso por se passar por agente do FBI para tentar libertar Mangione de uma prisão em Brooklyn, portando armas improvisadas.
Luigi Mangione, 27, viu nesta sexta-feira desconsiderarem os crimes de assassinato e posse ilícita de armas em processo federal. A juíza Margaret Garnett anulou esses cargos, por incompatibilidade com acusação de assédio. O veredito evita a pena de morte caso Mangione seja condenado.
Mantém-se, no entanto, a possibilidade de prisão perpétua sem liberdade condicional em virtude de dois crimes de assédio no âmbito federal. A audiência probatória foi marcada para 18 de dezembro de 2025, em Manhattan, antes do eventual júri em setembro de 2026.
O caso envolve o tiroteio que tirou a vida do CEO da UnitedHealthcare, Brian Thompson, ocorrido em 4 de dezembro de 2024, quando o acusado deixava uma conferência em Manhattan. A polícia afirmou que Mangione disparou pelas costas, com munição que trazia termos ligados a atrasar pagamentos de seguradoras.
Desdobramentos judiciais
Além do processo federal, Mangione responde a nove acusações no estado de Nova York, incluindo assassinato em segundo grau. A defesa sustenta inocência em todos os tribunais. Em 2024, Mangione foi detido, minutos após suposto crime, em Altoona, Pensilvânia, após abordagem em um McDonald’s.
A promotoria federal, liderada pela procuradora-geral Pam Bondi, havia pedido pena de morte. A defesa questionou possível conflito de interesses entre Bondi e a Ballard Partners, agência que prestava serviços para a UnitedHealthcare e teria recebido pagamentos. Não houve conclusão sobre esse ponto nesta decisão.
Um fato recente envolve um homem de Minnesota detido por se passar por agente do FBI para tentar libertar Mangione de uma prisão em Brooklyn. O investigado, Mark Anderson, foi acusado de apresentar documentos falsos e portar objeto cortante na intervenção.
Entre na conversa da comunidade