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MSF não compartilhará dados de funcionários solicitados por Israel para Gaza

MSF não enviará listas de funcionários exigidas por Israel para manter acesso a Gaza e Cisjordânia, por falta de garantias de segurança, o que pode comprometer serviços humanitários

City of Tine in the eastern Chad
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  • MSF (Médicos Sem Fronteiras) informou que não enviará listas de funcionários solicitadas por Israel para manter o acesso a Gaza e à Cisjordânia, citando a falta de garantias de segurança para as equipes.
  • A organização também destacou que compartilhar informações de staff poderia colocar médicos e trabalhadores humanitários em risco, lembrando ataques bem documentados durante a guerra.
  • Israel exige registros de trabalhadores para evitar desvios de ajuda, argumento contestado pelas agências humanitárias.
  • MSF já havia dito que poderia compartilhar uma lista parcial de funcionários que concordassem em liberar dados, desde que usados apenas de forma administrativa e sem colocar equipes em risco; não houve acordo definitivo com as autoridades israelenses.
  • A incerteza sobre o acesso pode ter impacto devastador para serviços humanitários em Gaza e na Cisjordânia, segundo a MSF.

Medecins Sans Frontieres (MSF) informou na sexta-feira que não enviará listas de funcionários exigidas por Israel para manter o acesso a Gaza e à Cisjordânia, alegando não ter obtido garantias sobre a segurança de suas equipes.

A organização humanitária, que atua em hospitais apoiados em Gaza, integra um grupo de 37 entidades internacionais ordenadas por Israel a interromper atividades caso não cumpram novas regras, entre elas o fornecimento de dados de funcionários.

A MSF ressaltou que a partilha de informações pode representar risco para a segurança de quem trabalha no terreno, lembrando incidentes anteriores com aid workers mortos ou feridos durante o conflito na região.

Posição da MSF e condições de acesso

A MSF afirmou que chegou a propor a divulgação de uma lista parcial com funcionários palestinos e internacionais que concordaram em liberar tais dados, desde que fosse para uso administrativo e mantivesse a segurança da equipe, além de controlar a gestão de suprimentos médicos.

Mesmo assim, segundo a organização, não foi possível obter um acordo com as autoridades israelenses sobre as garantias exigidas, o que levou à decisão de não compartilhar as informações.

A MSF destacou que uma suspensão completa de operações em Gaza e na Cisjordânia poderia agravar a crise humanitária já existente, em meio ao contexto atual da região.

Contexto e posição das autoridades

O Ministério da Diasporas de Israel gerencia o registro exigido, mas não respondeu de imediato aos pedidos de comentário. Israel afirma que as registros visam evitar desvios de ajuda por grupos armados palestinos, argumento contestado por agências de ajuda.

A MSF reiterou o compromisso com a neutralidade e com a proteção de pacientes e trabalhadores, observando a importância de manter serviços médicos independentes diante da crise humanitária.

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