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O que é o New START e por que seu término importa

Com o vencimento previsto para cinco de fevereiro, o New START pode deixar de limitar arsenais estratégicos russo e americano, elevando incertezas e risco de corrida armamentista

National flags of the U.S and Russia are placed on a table at a booth at the China International Fair for Trade in Services (CIFTIS) in Beijing, China, September 11, 2025. REUTERS/Maxim Shemetov
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  • O novo acordo START, o último entre Rússia e EUA sobre arsenal nuclear, expira em cinco de fevereiro.
  • O acordo restringe arsenais estratégicos: até 1.550 ogivas implantadas por lado, com no máximo 700 mísseis/lançadores em terra ou submarino e 800 lançadores.
  • As inspeções foram suspensas desde 2023, quando o presidente Vladimir Putin interrompeu a participação da Rússia; desde então, cada lado usa avaliações de inteligência próprias.
  • O tratado já foi estendido uma vez, em 2021; em setembro, Putin propôs renovar as limitações informalmente por mais um ano, sem resposta formal dos EUA.
  • Sem um acordo de substituição, poderíamos ver aumento desregulado de armas estratégicas, com riscos maiores em um cenário de tensões internacionais.

Dois países com arsenais estratégicos confirmam vigência de acordo que limita warheads e lançadores, mas o tratado está prestes a expirar. O New START, o último pacto de controle nuclear entre EUA e Rússia, vence em 5 de fevereiro. A discussão sobre extensão, substituição e impactos segue em aberto.

O acordo foi assinado em 2010 por Obama e Medvedev, em um momento de reaproximação entre as potências. Entrou em vigor no ano seguinte e fixa limites: 1.550 ogivas estratégicas por lado, até 700 mísseis e aeronaves lançadoras e 800 lançadores.

O regime prevê inspeções de curto prazo, feitas in loco, para verificar cumprimento. Em 2023, a Rússia suspendeu a participação devido ao apoio dos EUA à Ucrânia, interrompendo inspeções. Apesar disso, nenhuma das partes acusa a outra de violar os limites de ogivas.

O texto prevê apenas uma extensão, já realizada em 2021, após a posse de Biden. Em setembro, Putin sugeriu um acordo informal para manter os limites por mais um ano; ainda sem resposta formal de Washington.

A possibilidade de aceitar a proposta de Putin divide opiniões nos EUA. Defensores enxergam sinal de compromisso com a não escalada e ganho de tempo, críticos veem motivo para abandonar os limites frente ao crescimento nuclear da China.

A ausência de um novo acordo poderia ampliar a corrida armamentista entre as duas maiores potências, aumentando incertezas em cenários de tensão internacional. Especialistas destacam que tratados não apenas definem números, mas criam transparência para evitar guerras.

Caso não haja substituto, cada lado poderia ampliar lançadores e ogivas, embora mudanças significativas exijam tempo técnico e logístico. Riscos incluem uma escalada descontrolada diante de suspeitas sobre a postura do outro lado.

Para consolidar uma nova solução, seriam necessários acordos que contemplem também armas de alcance intermediário e tecnologias recentes, como mísseis de cruzeiro avançados. Ainda não há consenso sobre quem participaria de eventual negociação trilateral ou multilateral.

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