- Dois oficiais das Forças Armadas britânicas enfrentam acusações criminais por conduta prejudicial à disciplina militar no caso de Jaysley Beck, que se suicidou meses após sofrer assédio.
- Jaysley Beck, atiradora de artilharia real, foi agredida durante treino em Hampshire, em julho de 2021, aos 19 anos de idade.
- Michael Webber, ex-suboficial maior, já foi condenado a seis meses de prisão por assédio sexual contra Beck.
- O major James Hook e a coronel Samantha Shepherd, que testemunharam no inquérito, devem enfrentar tribunal marcial por acusações previstas na Seção 19 da Lei das Forças Armadas.
- O Ministério da Defesa disse que, após investigação da Defesa Serious Crime Command, as acusações refletem danos à disciplina e que não comenta mais devido ao andamento dos procedimentos.
Maj James Hook e Col Samantha Shepherd, dois oficiais em serviço da British Army, foram acusados por alegadas infrações relacionadas à violação das normas de disciplina militar no caso envolvendo Jaysley Beck. Beck, jovem atiradora da Royal Artillery, foi agredida durante um exercício de treinamento em Hampshire em julho de 2021, aos 19 anos, e cometeu suicídio cerca de cinco meses depois.
Beck denunciou o caso após o incidente, porém não houve registro inicial de polícia. O sargento-major aposentado Michael Webber foi condenado a seis meses de prisão em outubro por agressão sexual contra Beck. O Ministério da Defesa informou que a Service Prosecuting Authority apresentou as acusações sob a seção 19 da Armed Forces Act, referente a conduta prejudicial à boa ordem e à disciplina.
Desenvolvimento do caso
O MoD indicou que Hook e Shepherd devem enfrentar um court-martial por acusações ligadas à forma como o caso foi tratado internamente. Ambos prestaram depoimentos durante a inquirição sobre a morte de Beck e estão sob processo judicial militar em curso.
Segundo o comunicado, as investigações foram conduzidas pelo Defence Serious Crime Command. A autoridade ressaltou que não é apropriado comentar mais enquanto os procedimentos legais avançam.
O caso levou o MoD a criar, desde então, uma Unidade de Crimes Graves e uma força-tarefa de violência contra mulheres e meninas. Além disso, o governo abriu a possibilidade de transferir o tratamento de queixas graves das unidades de serviço para estruturas centrais.
Beck tinha relatado o incidente, mas o relatório não resultou em denúncia à polícia na época. Webber, que já não serve mais na tropa, foi promovido após apresentar uma carta de desculpas a Beck.
Entre na conversa da comunidade