- O União e Partido de Solidariedade (USDP), apoiado pela junta, alcançou vitória ampla nas três fases das eleições gerais de Myanmar, segundo a mídia estatal, com 232 de 263 cadeiras no Pyithu Hluttaw e 109 de 157 no Amyotha Hluttaw.
- Organizações de direitos humanos e alguns países ocidentais denunciam o pleito como farsas, alegando que não foi livre nem justo.
- O parlamento deve se reunir em março para eleger o presidente, e o novo governo deve tomar posse em abril, conforme a Eleven Media Group, citando o porta-voz da junta, Zaw Min Tun.
- A junta mantém o controle político, com 25% das cadeiras no legislativo garantidas aos militares; o Liga Nacional para a Democracia foi dissolvida, junto com outros partidos.
- O comparecimento ficou em cerca de 55% ao longo das três fases, menor que em eleições anteriores, com votação em 263 dos 330 distritos; várias áreas foram canceladas por violência e conflitos.
O partido apoiado pela Junta militar confirmou uma vitória expressiva na general election de Myanmar, realizada em três fases. A votação, que começou em 28 de dezembro, ocorreu sob severa repressão e controle político, gerando acusações de fraude e favorecimento institucional. O governo fez circular os resultados, que apontam para uma clara supremacia do USDP nas duas casas do Parlamento.
O USDP dominou todas as etapas do pleito e conquistou a maioria absoluta de assentos disponíveis. Segundo a divulgação de propal administrativos, o partido garantiu 232 das 263 vagas na Câmara baixa Pyithu Hluttaw e 109 das 157 vagas já anunciadas na Câmara alta Amyotha Hluttaw. O parlamento deverá se reunir em março para a eleição presidencial, com governo novo previsto para abril.
Contexto e desfecho
O pleito aconteceu em meio a um cenário de guerra civil e repressão generalizada, após o golpe de 2021 que derrubou o governo eleito de Aung San Suu Kyi. A União de Solidariedade e Desenvolvimento (USDP) foi criada em 2010 como elo do aparato militar. Min Aung Hlaing, chefe da Junta, deve desempenhar papel central na próxima gestão.
O governo militar sustenta que as eleições foram livres e democráticas, apoiadas pela população. Contudo, organizações de direitos humanos e alguns países ocidentais rejeitam o processo como falho e sem legitimidade, destacando restrições a partidos e candidaturas.
Participação e desdobramentos
A participação registrou cerca de 55% em todo o escrutínio, abaixo de eleições anteriores, incluindo 2015. Em muitos distritos, o voto foi cancelado devido a combates contínuos entre militares e grupos étnicos armados. Mais de 3,6 milhões de pessoas foram deslocadas, segundo a ONU.
A nem todas as regiões estavam sob controle total da Junta no momento da votação. A ASEAN informou que não endossaria o processo, reforçando o isolamento internacional da transição político-militar. Suas críticas alinham-se a relatos de irregularidades e limitações institucionais.
Entre na conversa da comunidade