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Protestos nacionais e greves por tiroteio fatal envolvendo ICE em Minneapolis

Protestos e greves estudantis pedem retirada da ICE após mortes de civis em Minneapolis, ampliando pressão sobre a administração Trump em quarenta e seis estados

People hold a banner during a demonstration against the presence of federal immigration agents in Minneapolis, Minnesota, U.S., January 28, 2026.
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  • Organizações estudantis nos EUA convocam greves e protestos na sexta-feira para pedir a saída dos agentes de imigação de Minnesota, após duas mortes de cidadãos gerarem indignação pública.
  • O movimento inclui slogan “No work. No school. No shopping. Stop funding ICE” e lista cerca de 250 locais em 46 estados, com cidades como Nova York, Los Angeles, Chicago e Washington.
  • A pressão acontece mesmo após declaração de Trump de que “desescalaria um pouco” em Minnesota e de alterações de estratégia para operações direcionadas pela fiscalização de imigração.
  • A Agência de Imigração e Alfândega (ICE) emitiu diretrizes internas para evitar comunicações desnecessárias com “agitadores” e reduzir o risco de inflamação da situação.
  • Washington, D.C., viu 54 manifestantes de diversas religiões serem presos no Hart Senate Office Building, em protesto contra o financiamento do Departamento de Segurança Interna (DHS), órgão supervisor da ICE.

Dois episódios fatais envolvendo agentes da imigração impulsionaram protestos e mobilizações estudantis nos EUA. Em 30 de janeiro, estudantes pedem que o ICE se afaste de Minnesota, após as mortes de dois cidadãos. A chamada envolve marchas e greves estudantis para sexta-feira, com o objetivo de pressionar o governo federal. A mobilização ocorre em 46 estados, com 250 locais listados no site nationalshutdown.org.

A organização Black Student Union da Universidade de Minnesota divulgou a intenção de intensificar a greve e os protestos, visando ampliar o movimento. A iniciativa ocorre mesmo após o presidente Trump sinalizar redução da escalada na região. A ação pretende manter o impulso com mais paralisações e manifestações contundentes.

Esclarecimento sobre as ações da ICE

Na quarta-feira, a direção de operações de imigração em Minnesota orientou agentes federais a priorizar operações direcionadas, reduzindo abordagens amplas. A orientação busca evitar diálogo com supostos agitadores para não agravar a situação. Paralelamente, Tom Homan, novo responsável pela onda de fiscalização, reforçou o foco em ações específicas.

Um conjunto de instruções internas também orienta evitar comunicação desnecessária com o público, para diminuir tensões locais. A medida é parte de um ajuste na estratégia de atuação de ICE no estado, segundo fontes oficiais citadas pela imprensa.

Desdobramentos locais e nacionais

Na sexta-Feira anterior, milhares de pessoas protestaram em Minneapolis contra a chamada ofensiva de imigração. O movimento aponta para um endurecimento percebido da política de imigração do governo. Entre as mortes que alimentam o protesto, estão as de Alex Pretti, 37, enfermeiro de UTI, e Renee Good, 37, mãe de três filhos. Ambos teriam acompanhado agentes durante operações, registradas por testemunhas em vídeos.

Em Atlanta e em Savannah, na Geórgia, estudantes de 90 escolas secundárias combinaram paralisações, denunciando a atuação do ICE. Organizadores locais afirmam que a greve é para mostrar que a normalidade não pode continuar diante das ações federais.

Antes dos protestos, autoridades em Washington, DC, prenderam 54 manifestantes que ocupavam o Salão Hart do Senado. Os detidos faziam protesto pacífico, com faixas pedindo financiamento ao DHS para interromper a atuação do ICE. A mobilização segue com a expectativa de novas ações em diversas cidades.

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