- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o Irã precisa encerrar seu programa nuclear e parar de matar manifestantes, sob o risco de uso da grande armada dos EUA no Oriente Médio.
- Trump afirmou que milhares de manifestantes foram mortos e que teve, segundo ele, o Irã impedido de realizar execuções, enquanto navios de guerra se deslocavam para a região.
- O comentário foi feito durante a estreia de um documentário, em meio a aproximação entre Washington e o Irã, com o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, em Turquia para discutir um possível acordo.
- Trump disse que o Irã deve cumprir duas condições para evitar ação militar: não possuir armas nucleares e parar de sufocar protestos.
- Araghchi, por sua vez, afirmou que o Irã quer um acordo nuclear justo, igualitário e livre de coerção, garantindo direito à tecnologia nuclear pacífica, e criticou a decisão da União Europeia de classificar as Brigadas Revolucionárias Islâmicas como organização terrorista.
Donald Trump avisou a Irã para encerrar o programa nuclear e parar de suprimir protestos sob pena de enfrentar a maior frota de guerra dos EUA, já em deslocamento para o Oriente Médio. O presidente falou durante a estreia de um documentário que envolve a esposa, Melania.
Segundo Trump, milhares de manifestantes foram mortos e houve ações para impedir execuções. Ele afirmou ter freado execuções no Irã e ressaltou que os navios de guerra americanos seguem em direção à região, com a possibilidade de uso caso não haja mudança de postura.
O presidente mencionou que há uma flotilha de grandes navios navegando para o Irã e que seria melhor não utilizá-la. Em redes sociais, ele já havia elevado a pressão, dizendo que o Irã deveria sentar para negociar um acordo sem armas nucleares.
Desdobramentos diplomáticos
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, desembarcou em Turquia para discutir um possível acordo com os EUA e está previsto encontro com o presidente turco, Recep Tayyip Erdoğan. Não houve sinal claro de avanço nas negociações.
Araghchi afirmou que o Irã sempre buscou um acordo nuclear justo, com direitos à tecnologia pacífica e sem coercitismo, e recusou qualquer aquisição de armas nucleares. O ministro manteve conversas com aliados regionais por telefone.
A ala diplomática iraniana também manteve contatos com Qatar, Egito, Emirados Árabes, Omã e Turquia. Os países árabes criticaram a possibilidade de uso de bases locais para ataque contra o Irã.
Paralelamente, Araghchi criticou a decisão da União Europeia, já seguida pelo Reino Unido, de classificar a Força Quds (IRGC) como organização terrorista. Ele sugeriu que a medida pode ter consequências para as relações com a UE.
O portal de inteligência ocidental já aponta que o Irã vê a demanda dos EUA como uma pressão para limitar sua soberania. Não houve anúncio de medidas concretas de retaliação por parte de Teerã até o momento.
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