- O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que é “muito perigoso” o Reino Unido buscar relações mais próximas com a China, durante a visita de Keir Starmer a Beijing.
- Starmer, pela primeira vez em oito anos o premier britânico a visitar a China, prometeu uma relação econômica mais sofisticada, com melhor acesso ao mercado chinês, tarifas menores e acordos de investimento.
- Em Washington, Trump respondeu a perguntas sobre a viagem, reiterando o alerta ao Reino Unido sobre a aproximação com a China.
- Starmer afirmou que a relação com a China está em bom momento e que os encontros em Beijing geraram progresso, destacando a participação no UK-China Business Forum.
- O itinerário do premier britânico inclui deslocamento para Xangai e uma reunião de trabalho com a ministra japonesa Sanae Takaichi, antes de ir a Tóquio.
Donald Trump afirmou que manter relações comerciais mais estreitas entre o Reino Unido e a China seria “muito perigoso”, após Keir Starmer anunciar avanços na relação econômica com Beijing durante visita do premiê à China. O comentário foi feito em resposta às falas de Starmer sobre ter aberto portas para tarifas menores e melhor acesso ao mercado chinês.
Starmer realizou uma visita de várias horas à China, sendo o primeiro premier britânico a viajar a Pequim em oito anos. Em encontros com o presidente Xi Jinping, o premiê destacou um relacionamento mais sofisticado com a China e informou que houve avanços relevantes em acordos de investimento e na abertura de mercados. As autoridades britânicas comentaram que a relação com a China está em posição boa e estável.
Em Pequim, Starmer reforçou que o Reino Unido pode manter laços fortes com os EUA ao mesmo tempo em que amplia a cooperação econômica com a China. O líder empresarial britânico presente no evento embelezou o projeto de aumentar o volume de negócios com o gigante asiático, destacando que a China é um dos maiores parceiros comerciais do Reino Unido.
Após a passagem por Pequim, o premiê seguiria para Shanghai e, em seguida, para Tóquio, para encontro com a primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi, em agenda de trabalho. Analistas comentam que a visita visa reduzir a dependência de tarifas elevadas e ampliar o acesso a mercados estratégicos.
Especialistas ouvidos pela imprensa destacam que a posição de Washington pode gerar receios em Downing Street, dadas as relações históricas entre Reino Unido e Estados Unidos. O tema da China, ao lado de outras visitas de líderes ocidentais, é visto como uma tentativa de equilibrar influências internacionais diante de um cenário comercial global volátil.
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