- Tensões entre EUA e Irã podem atrasar a próxima rodada de negociações entre Ucrânia e Rússia marcada para Abu Dhabi; Zelenskyy disse que data e local podem mudar.
- Zelenskyy ressaltou a importância da presença de todos os acordados na reunião; EUA não enviariam Witkoff e Kushner nesta rodada, e Kirill Dmitriev poderia viajar a Miami para encontros com membros da administração americana.
- Observa-se redução nos ataques entre Rússia e Ucrânia, em meio ao frio intenso que atinge a Ucrânia, com Kiev esperando por uma possível pausa em ataques a cidades e infraestrutura de energia.
- Zelenskyy indicou que não houve ataques a instalações energéticas de quinta noite para sexta, e que Kiev está disposto a recuar reciprocamente se Moscou também parar.
- Na Europa, o recém-empossado primeiro-ministro holandês disse que continuará apoiando Kiev e não falará com Moscou, enquanto o premiê hungaro Viktor Orbán critica a entrada da Ucrânia na União Europeia, em meio a debate político na região.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy afirmou que a data ou o local da próxima rodada de negociações mediadas pelos EUA entre Ucrânia e Rússia, prevista para Abu Dhabi, podem sofrer alterações. Ele mencionou que eventos envolvendo os EUA e o Irã podem influenciar o momento das conversas.
A tensão entre Washington e Teerã elevou a incerteza sobre o encontro, que visa encontrar caminhos para encerrar o conflito. Zelenskyy pediu a presença de todos os interlocutores previamente acordados, destacando a importância de feedback público ao encerramento da rodada.
Segundo informações em circulação, o governo dos EUA indicou ausência de participação de alguns representantes que estiveram na rodada anterior. Fontes próximas a Moscou mencionaram viagens de emissores próximos ao Kremlin para discussões com autoridades americanas.
Condições no terreno e clima
Antes do possível recomeço das negociações, houve redução expressiva dos ataques entre Rússia e Ucrânia. O país enfrenta um inverno rigoroso, com quedas acentuadas de temperatura e áreas urbanas sem energia elétrica e aquecimento.
Zelenskyy disse que não houve ataques a instalações energéticas de quinta para sexta-feira em várias regiões, e que Kiev estaria disposto a parar retaliar se Moscou também suspendesse ataques. A declaração ocorre em meio a alertas de frio intenso, com previsão de até -26°C em algumas regiões.
Contexto político europeu
Na esfera europeia, o recém-eleito primeiro-ministro holandês, Rob Jetten, criticou a ideia de reabrir canais diplomáticos com a Rússia sob influência de lideranças estrangeiras e afirmou que a Holanda manterá apoio a Kyiv enquanto a agressão persistir. O governo holandês não pretende dialogar com Moscou sob as condições atuais.
Paralelamente, Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria, intensificou a oposição à entrada da Ucrânia na UE, sugerindo que a adesão poderia ocorrer apenas em 2027, alinhada a planos orçamentários da UE. A posição ocorre em meio a uma campanha eleitoral no país.
Observação sobre o calendário
As negociações contam com a participação de representantes de Kyiv e Moscou, com a presença de diplomatas dos EUA sendo questionada. A expectativa é que o encontro em Abu Dhabi avalie próximos passos para um cessar-fogo e acordos de segurança energética.
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