- Bill Browder defende a imposição de sanções sobre as oito refinarias na Índia, China e Turquia que processam petróleo russo, para pressionar o governo de Vladimir Putin.
- Ele afirma que essas refinarias ajudam a manter dólares chegando à Rússia, estimando entre meio bilhão e um bilhão de dólares por dia.
- Browder busca usar os ativos russos congelados (em especial os detidos pela Euroclear) para financiar a Ucrânia, mas encontra resistência, principalmente da Bélgica.
- Houve sinal de queda nas entregas de petróleo russo a portos da Índia em dezembro, segundo a Bloomberg, indicando possível efeito das pressões sobre o comércio de petróleo.
- O ativista também propõe mirar diretamente os compradores do petróleo ou as frotas de navios que o transportam, como forma mais direta de enfraquecer os recursos de Putin.
Bill Browder mantém a ofensiva contra o financiamento da guerra de Putin, pressionando por sanções adicionais. Em Davos, ele reuniu executivos e políticos para ampliar o impacto sobre a administração russa.
O alvo são oito complexos de refino na China, Índia e Turquia. Segundo Browder, essas plantas compram petróleo russo e transformam-no em combustível, contribuindo com grandes entradas para o Kremlin.
Ele afirma que o fluxo diário de recursos varia entre 500 milhões e 1 bilhão de dólares, dependendo do volume de crude adquirido. A proposta é punir os proprietários desses ativos.
Browder argumenta que cortar as compras de petróleo russo derrubaria o preço de venda e empurraria o regime de Putin para a beira do colapso em meses. Ele já lidera ações contra sanções individuais desde Magnitsky.
Durante o encontro, o ativista financeiro citou a necessidade de redirecionar ativos congelados para a defesa da Ucrânia, tema que tem mostrado resistência entre autoridades europeias.
Mudança de foco: ativos congelados e posição europeia
O ativista critico também o debate sobre a transferência de ativos russos congelados, especialmente na Bélgica, para Kyiv. Ele aponta riscos à segurança de atores envolvidos.
A Bélgica tem seguido cautela, ressaltando que confiscar dinheiro em tempos de paz envolve decisões de alto risco. Líderes europeus admitem a necessidade de apoio, mas com limites legais.
Browder lembra que, mesmo com avanços, a liberação de recursos depende de acordos políticos e da cooperação entre países. Ele mantém a pressão para ampliar sanções já existentes desde Magnitsky.
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