- Novos arquivos revelam que Jeffrey Epstein tentou usar a relação com Sarah Ferguson para se reerguer politicamente após a condenação por solicitação de sexo de menores.
- Ferguson pediu desculpas públicas em 2011, afirmou que detestava pedofilia e revelou ter pago £15 mil em dívidas com Epstein, prometendo não ter mais contato.
- E-mails mostram um plano entre Epstein e seu publicista para fazer Ferguson emitir uma declaração dizendo que ele não era pedófilo, pressionando-a a mudar de posição.
- Os documentos indicam que Ferguson manteve relacionamento com Epstein depois da prisão em 2008, chegando a chamá-lo de “o irmão que sempre desejou ter”.
- Também há indicações de encontros entre Epstein, Ferguson e membros da família real, além de outras relações profissionais envolvendo o publicitário Sitrick; Epstein morreu em 2019.
A divulgação de novos documentos mostra que Jeffrey Epstein tentou usar a proximidade com a ex-duquesa de York, Sarah Ferguson, para tentar reparar sua imagem após a condenação por solicitação de sexo com menores. Os arquivos revelam conversas entre Epstein, a assessora de imprensa e outras pessoas, com o objetivo de obter apoio público por meio de Ferguson.
Em 2011, Ferguson admitiu publicamente ter se arrependido de manter relação com Epstein e de ter ajudado a quitar dívidas dele. A entrevista ocorreu após críticas sobre sua amizade com o bilionário. Mesmo assim, surgem indícios de que o caso ganhava outra dimensão nos bastidores.
Estratégia de recuperação de imagem
Documentos mostram que Epstein acreditava ter uma relação próxima suficiente com Ferguson para influenciar uma retratação pública. Protocolos e mensagens indicam que o objetivo era que Ferguson emitisse uma declaração contra a narrativa de pedofilia, após afastar-se dele publicamente.
O material também aponta que Ferguson manteve o convívio com Epstein mesmo após a condenação dele em 2008 e, durante o regime de house arrest, escreveu que o considerava um irmão. A crise de imagem envolve planos de pressionar a ex-duquesa por meio de uma assessoria de crise.
Repercussões e desdobramentos
Pesquisas de arquivos revelam que Epstein discutiu com um publicista a possibilidade de Ferguson se retratar, alegando que ela havia sido enganada por advogados que representavam acusadores. O objetivo era reduzir danos à reputação de Epstein ao associar Ferguson a um erro de julgamento.
Ferguson chegou a enviar mensagens privadas a Epstein se desculpando pela entrevista e expressando que o relacionamento com ele havia sido prejudicial à sua imagem pública. Na época, várias instituições ligadas a causas infantis romperam vínculos com Ferguson.
Conexões familiares e impactos
As mensagens também revelam encontros entre Ferguson e Epstein após a primeira condenação, incluindo almoços em 2009 e discussões sobre a marca pessoal da ex-duquesa. O caso teve impactos duradouros, levando à perda de títulos reais para Ferguson e para Mountbatten-Windsor.
Rodadas de comunicação públicas e privadas indicaram pressões para que Ferguson alterasse o tom de suas declarações, além de discussões sobre possíveis ações legais caso não aceitasse a orientação recebida. Epstein morreu em 2019, em prisão de Nova York, sob acusações renovadas de abuso sexual de menores.
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