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Governo dos EUA encerra parcialmente por financiamento da segurança interna

Impasse no Congresso mantém paralisação parcial do governo, com Democratas exigindo novas restrições ao Departamento de Segurança Interna (DHS), efeitos ainda incertos

The dome of the U.S. Capitol is framed by snow on 24 January 2026 in Washington, DC.
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  • O governo dos EUA entrou em shutdown parcial após senadores democratas se recusarem a votar um projeto que manteria o financiamento do Department of Homeland Security (DHS) após os saques em Minneapolis envolvendo agentes federais.
  • A paralisação ocorreu em meio ao impasse no Senado sobre um pacote maior de financiamentos para outros ministérios, que precisava ser votado antes do fim da validade do orçamento.
  • Na sexta-feira, o Senado aprovou um conjunto de medidas para financiar ministérios até setembro, além de um projeto para manter o DHS funcionando por duas semanas, ainda dependente da aprovação da Câmara.
  • A Câmara, controlada pelos conservadores, pode enfrentar dificuldades: há tensão com a inclusão de medidas como exigência de identificação para voto e restrições a ações de agentes, o que pode atrasar a aprovação.
  • A administração afirma que a paralisação deve ser curta; o DHS pode contar com recursos já aprovados e a atuação de órgãos como o ICE pode seguir em funcionamento durante o shutdown.

O governo dos Estados Unidos entrou parcialmente em shutdown após a suspensão de recursos a vários departamentos, neste sábado. O impasse ocorreu no Congresso, que debate novas restrições a agentes federais envolvidos na campanha de deportação em massa ordenada pelo governo de Donald Trump, após as mortes de dois cidadãos.

O bloqueio foi desencadeado pela oposição democrata, que se recusa a votar um projeto de lei que autoriza o funcionamento contínuo do Departamento de Segurança Interna (DHS) sem incluir as mudanças propostas. As mortes de Renee Good, em janeiro, e de Alex Pretti, em Minnesota, acenderam o debate sobre o papel das forças de segurança.

Na sexta-feira, o Senado aprovou um pacote para manter os serviços do governo até setembro, além de uma extensão de duas semanas para o DHS. O texto ainda precisa passar pela Câmara dos Deputados, que deve se reunir na segunda-feira. A falta de acordo deixou a situação incerta.

O impacto do shutdown ainda não é claro e deve ficar evidente a partir da segunda-feira, primeiro dia útil. Além do DHS, várias pastas — defesa, educação, trabalho, saúde, transporte e moradia — ainda aguardavam aprovações orçamentárias.

O administrador interino do OMB, Russell Vought, orientou as agências a implementarem planos para um desligamento ordenado, caso o Congresso não aprove o orçamento. O objetivo é evitar interrupções abruptas, segundo o memorando divulgado na sexta.

Os democratas defendem que o texto do DHS seja reescrito para restringir atividades de agentes federais, incluindo propostas como uso de câmeras corporais, códigos de conduta e investigações independentes de violações. Eles também sugerem impedir operações de patrulha móvel em locais estratégicos.

As negociações sobre as mudanças devem ocorrer nas próximas duas semanas, em meio a disputas sobre o alcance das novas regras. O conteúdo completo do pacote permanece em discussão entre as duas casas do Congresso.

O desenrolar do funding package ainda é incerto no Congresso controlado pela Câmara pelo grupo republicano, que aprovou medidas adicionais com votações apertadas. A liderança afirma que o objetivo é aprovar o orçamento com o menor atraso possível e manter o funcionamento do governo.

Não houve anúncio de medidas adicionais imediatas para interromper as deportações ou alterar ritmos de atuação de autoridades de imigração. O governo sinaliza disposição de continuar as operações enquanto as negociações avançam.

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