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Milhares fogem do noroeste do Paquistão após alerta de mesquitas sobre possível ação

Milhares fogem do vale Tirah após avisos de mesquitas sobre possível ação militar; deslocamento não se explica apenas pelo frio

Residents from Tirah valley, who fled a remote mountainous region bordering Afghanistan, gather to get themself registered, in Bara, Khyber District of Khyber Pakhtunkhwa province, Pakistan, January 30, 2026. REUTERS/Muhammad Amin Afridi
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  • Milhares de pessoas fugiram da Tirah Valley, região montanhosa no noroeste do Paquistão, após mensagens nas mesquitas pedindo evacuação devido a possível ação militar contra militantes islâmicos.
  • Os deslocados buscaram abrigo em Bara e cidades vizinhas, mesmo com nevascas e temperaturas frias, e estão sendo cadastrados para receber ajuda.
  • O governo paquistanês não anunciou evacuação nem operação em curso; o ministro da Defesa negou qualquer operação planejada.
  • Uma fonte militar não identificada dijo que houve meses de consultas sobre a presença de militantes na região e que deslocamentos são para reduzir riscos, sem preparação para ofensiva de grande porte.
  • Moradores dizem que não foi apenas o frio que motivou a saída; relatos indicam dificuldades na jornada, com neve e escassez de alimento, além de incerteza sobre o tempo de deslocamento.

Tirah Valley, nordeste do Paquistão – Ontem, moradores da região montanhosa no noroeste do país relataram que milhares de pessoas deixaram suas casas nas últimas semanas. A evacuação foi incentivada por avisos emitidos de mesquitas, pedindo que famílias se deslocassem diante de alegadas operações militares contra militantes islamistas.

Segundo relatos, residentes da Tirah Valley, em Khyber Pakhtunkhwa, atravessaram a neve e o frio para cidades vizinhas. O comércio local, já afetado pelo deslocamento, recebeu famílias em Bara, a cerca de 71 km da região, onde há registro de novas aberturas de abrigos e cadastros para assistência.

Autoridades locais não divulgaram uma evacuação oficial nem informaram sobre qualquer operação planejada. Um ministro paquistanês desmentiu, na terça-feira, a existência de operação em Tirah, classificando a migração como um movimento sazonal provocada pelo inverno rigoroso.

Fontes militares com conhecimento do assunto afirmam que a relocação ocorreu após meses de consultas entre líderes tribais, autoridades distritais e setores de segurança. Elas afirmam que civis foram orientados a sair temporariamente para reduzir riscos, durante operações potencialmente baseadas em inteligência.

O canal de imprensa militar, o interiorpaquistanês e o governo provincial de Khyber Pakhtunkhwa não comentaram o tema ao longo da semana. Não houve confirmação sobre o tamanho exato do afastamento nem sobre cronogramas de retorno.

Moradores entrevistados destacaram que a migração não seria motivada apenas pelo frio. Um comerciante afirmou que a decisão foi tomada após anúncios em mesquitas, enquanto outros moradores relatam dificuldades logísticas e escassez de alimentos durante o deslocamento.

A retirada ganhou relevância pública após explosão em setembro passado em local suspeito de fabricação de explosivos na Tirah, que reacendeu controvérsias sobre a presença de civis entre militantes e o veredito de autoridades locais sobre vítimas.

Abdur Rahim, morador que deixou a vila, disse que a viagem foi marcada por nevascas frequentes, longas filas para cadastro e incerteza sobre o tempo de deslocamento. Em Bara, centenas aguardavam atendimento em escolas governamentais.

Abdul Azeem, outro deslocado, relatou dias de espera, deslocamentos forçados e relatos de crianças adoecidas durante o trajeto. Ele mencionou ainda dificuldades logísticas e a demora na prestação de ajuda.

Enquanto o governo resguarda silêncio oficial, a situação continua sob escrutínio. Com a região sendo área de alta tensão, autoridades locais permanecem em estado de alerta para possíveis novos desdobramentos.

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