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Bispos da C of E criticam inação britânica diante da anexação de fato na Cisjordânia

Bispos da Igreja da Inglaterra criticam inação do Reino Unido diante da de fato anexação israelense na Cisjordânia, afirmando alimentar impunidade e deslocamentos de palestinos

Palestinians prepare to leave their home in Ras Ein al-Auja in the West Bank last month after harassment by Israeli settlers.
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  • Três bispos da Igreja da Inglaterra criticaram a atuação do governo britânico, dizendo que a inação alimenta uma “cultura de impunidade” que acelera a anexação de facto da Cisjordânia pela Israel.
  • Guli Francis-Dehqani (bispo de Chelmsford), Rachel Treweek (bispa de Gloucester) e Graham Usher (bispo de Norwich) visitaram comunidades cristãs Palestinas na Cisjordânia ocupada na semana passada.
  • Os bispos afirmaram que houve relatos de famílias que “não têm outra opção” senão deixar suas casas ou morrer em pé, e cobraram resposta ao veredito da Corte Internacional de Justiça (CIJ) de julho de 2024, que ordenou o fim da ocupação ilegal de Palestina.
  • Eles destacaram instrumentos da anexação, como mudanças administrativas, expansão de assentamentos, violência de forças israelenses e milícias, cortes de estradas, demolições de casas, restrições de água e energia, segregação legal e governança desigual.
  • Também mencionaram um relatório da ONU, que aponta ataques de colonos desde outubro de 2023, destruição de propriedade e deslocamento de Palestinianxs, destacando a necessidade de a comunidade internacional cumprir suas obrigações internacionais para proteger os palestinos.

Três bispos da Igreja Anglicana criticaram o governo britânico por não responder à opinião consultiva do Tribunal Internacional de Justiça (ICJ) e por não contestar a anexação de facto em partes da Cisjordânia. Eles relataram visitas a comunidades cristãs palestinas na Cisjordânia ocupada na semana passada. A carta foi publicada no Guardian.

Os bispos Guli Francis-Dehqani, de Chelmsford; Rachel Treweek, de Gloucester; e Graham Usher, de Norwich, descrevem um cenário de violência, deslocamento e deterioração das condições de vida para palestinos. Eles dizem que muitos enfrentam a escolha entre deixar suas casas ou morrer em pé.

Segundo os bispos, a inação do governo britânico alimenta uma cultura de impunidade e acelera a expansão de assentamentos e outras mudanças administrativas na região. Eles citam restrições de água e energia, demolições de casas e segregação legal como fatores que agravam o sofrimento.

A carta também aponta que o ICJ, em julho de 2024, ordenou o fim da ocupação ilegal. Os bispos ressaltam que o governo deve publicar a resposta jurídica ao veredito e tomar medidas para não apoiar, direta ou indiretamente, a situação criada pela presença israelense nos territórios ocupados.

Eles destacam que a violência de colonos e operações militares têm aumentado desde outubro de 2023, conforme relatórios internacionais. Em Davos, líderes mundiais discutiram planos para reconstrução de Gaza, enquanto, segundo os bispos, a realidade nas comunidades palestinas permanece de grave vulnerabilidade.

O grupo solicita à comunidade internacional que cumpra suas obrigações sob o direito internacional para proteger os palestinos. O texto conclui chamando o governo britânico para agir de modo responsável e evitar agravamento da crise humanitária.

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