- Encontro presencial entre Lula e Trump está previsto para março em Washington, ainda sem data definida, com foco em assuntos bilaterais e na América Latina.
- Os dois conversaram por quase uma hora por telefone na última semana, destacando a relação entre os dois países e avanços na pauta de tarifas sobre produtos brasileiros.
- A diplomacia brasileira aponta três temas centrais para a reunião: combate ao crime organizado; continuidade das negociações sobre produtos brasileiros impactados pelo tarifaço; situação na América Latina.
- A comitiva brasileira deve incluir representantes do Itamaraty, Justiça e Segurança Pública, Fazenda, Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, além da Polícia Federal.
- A iniciativa visa fortalecer a relação bilateral e identificar caminhos de cooperação entre Brasil e Estados Unidos, com atenção também à agenda eleitoral de 2026.
Em encontro previsto para março, Lula e Trump devem falar sobre combate ao crime organizado, tarifaço e América Latina. Diplomacias preparam a pauta para uma reunião em Washington, após a ligação entre os dois líderes na última semana.
Segundo fontes da diplomacia brasileira, o Brasil quer discutir três temas centrais: combate ao crime organizado, continuidade das negociações sobre produtos brasileiros ainda afetados pelo tarifaço e a situação na América Latina. A ideia é fortalecer a relação bilateral.
A conversa por telefone ocorrida na última segunda-feira, quase uma hora, tratou da relação bilateral e da agenda global. O Palácio do Planalto informou que houve avaliação positiva sobre o levantamento de parte das tarifas aplicadas a produtos brasileiros.
A expectativa é que a comitiva brasileira inclua representantes dos Ministérios das Relações Exteriores, da Justiça e Segurança Pública, da Fazenda, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, além da Polícia Federal. A reunião em Washington ainda não tem data definida.
Combate ao crime organizado
Lula reiterou, em janeiro, a proposta de fortalecer a cooperação com os Estados Unidos no combate ao crime organizado. O foco passa por repressão à lavagem de dinheiro, tráfico de armas, congelamento de ativos e intercâmbio de dados financeiros. A iniciativa agradou a Trump, segundo o Planalto.
O governo brasileiro vê a agenda de segurança pública como central nas eleições de 2026 e acredita que a proximidade com Washington pode influenciar o cenário político regional, mantendo alinhamento estratégico entre os dois países.
América Latina e Venezuela
A América Latina é alvo constante de discussões entre os dois governos, com ênfase na situação geopolítica da região. A detenção de Nicolás Maduro, anunciada pela terceira parte, elevou o tom de alerta para Washington e Pequim sobre a Venezuela.
Lula já criticou a operação e ressaltou a necessidade de manter a paz e o bem-estar da população venezuelana. O tema da Venezuela deverá permanecer na pauta de Washington, com atenção à cooperação regional e ao respeito aos princípios diplomáticos.
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