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Portugal lança pacote de 3 bilhões para reconstrução após tempestade Kristin

Governo de Portugal aprova pacote de 2,5 bilhões de euros para reconstrução após a tempestade Kristin, com crédito, subsídios e isenções, estendendo estado de calamidade

Portuguese Prime Minister Luis Montenegro arrives for the Coalition of the Willing summit at the Elysee Palace in Paris, France January 6, 2026. YOAN VALAT/Pool via REUTERS
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  • O governo de Portugal aprovou um pacote de 2,5 bilhões de euros em empréstimos e incentivos para ajudar na reconstrução após a tempestade Kristin.
  • O Banco de Fomento lançará linha de crédito de 1 bilhão de euros para reconstruir fábricas danificadas sem seguro e um financiamento de 500 milhões de euros para fluxo de caixa imediato.
  • Os 1 bilhão de euros restantes prevêem linha de financiamento para reconstruir casas principais sem seguro, com até 10.000 euros por residência, além de subsídios da seguridade social de até 537 euros por pessoa ou 1.075 euros por família.
  • O governo estendeu o estado de calamidade até 8 de fevereiro, permitindo mobilização de forças, compras rápidas e restrição de acesso a áreas atingidas.
  • Ainda havia cerca de 180 mil domicílios sem energia no domingo, com concessionárias trabalhando para restabelecer o fornecimento.

Portugal aprova pacote de 2,5 bilhões de euros para reconstrução após tempestade Kristin. O governo aprovou empréstimos e incentivos para pessoas e empresas atingidas, anunciando a medida neste domingo.

A iniciativa inclui um programa de empréstimos de 1 bilhão de euros para reconstruir fábricas danificadas sem seguro, via Banco de Fomento, e uma linha de financiamento de 500 milhões de euros para suprir fluxo de caixa imediato dessas empresas.

Restam 1 bilhão de euros em apoio, destinado a financiar a reconstrução de moradias principais sem seguro, com cobertura de até 10 mil euros por casa, além de subsídios da seguridade social para indivíduos em dificuldade ou com queda de renda, até 537 euros por pessoa ou 1.075 euros por família.

Segundo o primeiro-ministro Luis Montenegro, todas as obras de reconstrução ficarão isentas de licenciamento e de aprovações urbanísticas, ambientais e administrativas prévias, dadas as circunstâncias excepcionais.

Montenegro afirmou que o governo mobiliza recursos para gerir a emergência com responsabilidade, mantendo a esperança de reconstruir o país. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa.

O governo também prorrogou o estado de calamidade em cerca de 60 municípios fortemente atingidos até 8 de fevereiro, ante previsões de novas chuvas fortes e inundações, ainda que os ventos devam diminuir.

O estado de calamidade é o mais alto alerta de proteção civil e permite mobilizar forças de emergência, acelerar contratos públicos e limitar o acesso a áreas afetadas sem restringir direitos constitucionais.

Quase 180 mil domicílios estavam sem energia elétrica no domingo, conforme a REN e a E-Redes, que trabalham para normalizar o abastecimento, segundo as concessionárias.

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