- Novos documentos do caso Epstein mostram quase mil menções à princesa Mette-Marit, com dezenas de e-mails trocados entre 2011 e 2014.
- As mensagens sugerem contato próximo entre a princesa e Epstein, incluindo referências a encontros e visitas a Palm Beach, em 2013.
- Em meio à revelação, Mette-Marit pediu desculpas por “bom senso ruim” e disse que o relacionamento com Epstein foi constrangedor.
- O desfecho apontado pelo palácio é que ela encerrou o contato por achar que Epstein tentava usar a relação como alavanca.
- Enquanto isso, o filho da princesa, Marius Borg Høiby, enfrenta um julgamento por estupro e outros crimes; a família não deverá comparecer ao tribunal.
Coroa de Noruega é envolvida em novo escândalo após novos arquivos de Epstein apontarem contato extenso com a princesa Mette-Marit. Os documentos, divulgados na sexta-feira pelo Departamento de Justiça dos EUA, citam cerca de mil menções à princesa e interações entre 2011 e 2014.
Entre as mensagens, há trocas de e-mails que sugerem proximidade entre Mette-Marit e Jeffrey Epstein, incluindo elogios e referências a encontros. Em 2012, a princesa descreveu Epstein como muito charmoso e levantou a possibilidade de situações ambíguas envolvendo os filhos. Em outra mensagem, Mette-Marit discutiu a ideia de uma “caça por esposa” em Paris.
A casa do Palm Beach, na Flórida, aparece como local onde a dupla chegou a planejar encontros e onde a princesa permaneceu por quatro dias em 2013, quando Epstein não estava presente. As mensagens também trazem lembranças afetivas, com a princesa agradecendo flores enviadas pelo empresário.
O palácio de Oslo informou que Mette-Marit encerrou o contato por escrito com Epstein em 2014, após considerar que ele tentava usar o relacionamento com a realeza como vantagem. A decisão ocorreu antes de a monarquia enfrentar novos questionamentos públicos.
O contexto atual envolve o julgamento do filho da princesa, Marius Borg Høiby, por acusações de estupro de quatro mulheres, além de supostos golpes e uso de drogas. O processo tem início previsto para esta terça-feira em Oslo, e o jovem não possui título real nem está na linha de sucessão.
Mette-Marit, 52 anos, pediu desculpas por ter demonstrado mau julgamento ao manter contato com Epstein. Em comunicado, disse sentir empatia pelas vítimas e reconheceu não ter investigado suficientemente o histórico do ex-figil. A família real não deve comparecer ao julgamento, segundo informações oficiais.
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