- O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, classificou como “inaceitável” a pressão econômica sobre Cuba em conversa com Bruno Rodríguez.
- Rússia e Cuba vêm fortalecendo laços desde a ofensiva da Rússia contra a Ucrânia, em dois mil e vinte e dois.
- O Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou que o lado russo reafirmou o compromisso de fornecer apoio político e material a Cuba.
- O governo dos Estados Unidos, com Donald Trump, intensificou medidas de pressão, incluindo o corte do fornecimento de petróleo venezuelano a Cuba e a assinatura de decreto com tarifas a países que vendem petróleo a Havana.
- Cuba enfrenta crise econômica de longa data, agravada pela embargo dos EUA e pela escassez de moeda estrangeira para comprar combustível.
Ações econômicas contra Cuba foram alvo de condenação pública nesta segunda-feira (2) pelo chanceler russo. Serguei Lavrov afirmou que a pressão é inaceitável durante reunião com o ministro cubano Bruno Rodríguez, em meio a medidas dos EUA contra a ilha.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Moscou reiterou o princípio de que pressões econômicas, incluindo a obstrução de energia, são inaceitáveis para Cuba. O comunicado não detalhou os desdobramentos práticos do apoio russo.
A conversa ocorreu em um contexto de fortalecimento de laços entre Rússia e Cuba, que se intensificou após a ofensiva de Moscou na Ucrânia, em 2022. Ausência de informações sobre prazo ou valor do apoio foi informada.
Contexto e desdobramentos
O presidente dos EUA, Donald Trump, cortou o fornecimento de petróleo venezuelano para Cuba após a captura do presidente Nicolás Maduro, no início de janeiro, conforme medidas anunciadas por decreto. O objetivo é impor restrições adicionais ao regime cubano.
Washington tem dito que Cuba representa uma ameaça à segurança nacional, dada a proximidade com a Flórida, a cerca de 150 quilômetros. O governo americano afirmou que iniciou diálogo com Havana para buscar um acordo.
O ministro do Interior russo, Vladimir Kolokoltsev, esteve recentemente em Havana, em visita que marca a primeira viagem de alto escalão russo ao país desde a captura de Maduro. A viagem ocorreu sob o governo de Miguel Díaz-Canel.
Cuba enfrenta, há seis anos, uma crise econômica agravada pela ausência de moeda estrangeira e pelas sanções dos EUA. O embargo complica o financiamento de importações, incluindo combustíveis, essenciais para o funcionamento do país.
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