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Desmorona Niscemi, na Sicília; famílias tentam salvar o que a terra não levou

Deslizamento em Niscemi agrava risco de desabamento; zona vermelha é criada e 1.500 pessoas são evacuadas, sem vítimas reportadas

Residents scramble to remove belongings from homes in high-risk areas following a landslide in Niscemi
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  • Em Niscemi, na Sicília, um deslizamento de terra maciço após uma tempestade deixou áreas de risco e levou à evacuação de cerca de 1.500 pessoas.
  • No dia 25 de janeiro, um trecho de quatro quilômetros da encosta caiu, atingindo prédios e abrindo fissuras nas paredes.
  • Bombeiros monitoram movimentos do solo e ajudam a retirar itens da pizzaria e de outros imóveis na área isolada.
  • Planos de obras públicas enfrentam atrasos por disputas legais e burocracia; cidade só recebeu, em dezembro, financiamento para obras de segurança relacionadas ao desastre de 1997.
  • Não houve mortos; moradores destacam a necessidade de estabilizar a encosta e reconstruir o centro histórico.

After a long histórico de deslizamentos, Niscemi tornou-se palco de um novo rompimento de encosta. Na semana passada, um deslizamento de quatro quilômetros de extensão atingiu áreas lindeiras, deixando parte da cidade isolada e levando moradores a evacuar áreas demarcadas pela prefeitura.

Benedetta Ragusa e Toni Rinnone perderam a casa em meio ao avanço do terreno e correram para resgatar o que puderam da pizzaria local. Bombeiros acompanharam o esforço, avaliando fissuras e monitorando o movimento das estruturas antes de ajudar no deslocamento de itens, como um refrigerador, para a segurança.

O episódio atingiu uma cidade de cerca de 25 mil moradores, situada sobre encostas de argila e arenito. O município já registrou deslizamentos desde o século XVIII, com a última ruptura expressiva ocorrida em 1997.

Situação de salvaguarda e resposta pública

Antes da evacuação, autoridades criaram uma zona vermelha na margem leste da cidade, com até 150 metros de profundidade. Cerca de 1.500 pessoas foram retiradas para fora da área de risco.

Moradores buscam recuperar pertences sob escolta de equipes de emergência, que prometem reforçar a proteção das estruturas remanescentes. A cidade enfrenta uma fase crítica, segundo técnicos locais.

Gianfranco Di Pietro, engenheiro de dados geoespaciais, destacou a necessidade de estabilizar a área histórica da cidade e viabilizar moradia para quem perdeu imóveis. Ainda não há previsão de retomada completa das obras de proteção, que sofreram atrasos por entraves burocráticos.

O município informou que, em dezembro, recebeu recursos para obras de segurança ligadas ao desastre de 1997, mas o planejamento foi interrompido por disputas legais e complexidade administrativa. Um inquérito por negligência foi aberto pela Promotoria de Gela.

A população local, por sua vez, mantém o foco na reconstrução. Benedetta Ragusa afirmou que, apesar da dor, o resgate de lembranças é limitado pela urgência do momento, e que o esforço coletivo continua para preservar a área histórica.

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