- A eleição extraordinária no Japão, marcada para 8 de fevereiro, pode flexibilizar a política fiscal e impactar títulos japoneses, com expectativas de alta de yields de longo prazo.
- Na Colômbia, há ventos de mudança: até três votações podem ocorrer, buscando renovar Legislativo e presidente, com atenções a ajustes fiscais conforme resultados.
- Em Hungria, a eleição de abril é a melhor chance de não reeleição de Viktor Orban, com foco em reaproximação com a União Europeia e possível fortalecimento de investimentos.
- No Reino Unido, eleições locais em maio são observadas pelos mercados, diante do temor de mudanças políticas que possam alterar a trajetória fiscal.
- No Brasil, Lula da Silva lidera as pesquisas para outubro, com investidores atentos a impactos sobre contas públicas e trajetória de dívida, em cenário de polarização com o ex-presidente Bolsonaro.
No momento, mercados globais estão atentos às eleições em diversos países, com analistas avaliando impactos potenciais na política fiscal, dívida pública e cenários de crescimento. A expectativa é de que resultados eleitorais possam influenciar decisões de investimento ao longo de 2026.
Investidores monitoram sinais de mudança fiscal e políticas macroeconômicas que possam afetar títulos, câmbio e taxa de juros. O pano de fundo inclui déficits, reformas e relações com grandes economias, como Estados Unidos, União Europeia e parceiros da região.
JAPÃO
A eleição antecipada japonesa, marcada para 8 de fevereiro, pode pressionar as contas públicas do país mais endividado entre as grandes economias, segundo analistas. O primeiro-ministro Sanae Takaichi busca converter popularidade em apoio a medidas expansionistas.
Expectativas apontam para continuidade de pressão sobre os títulos japoneses, com projeções de um rendimento de 10 anos próximo de 3% neste ano. O mercado acompanha também avaliações sobre ganhos orçamentários e coalizão governista.
COLOMBIA
Na Colômbia, as eleições começam em março para eleger legisladores e presidente, substituindo Gustavo Petro. Analistas veem possível ajuste fiscal caso haja vitória de candidatos da oposição ou de coalizões de direita.
O desempenho recente das ações colombianas supera a média regional, mas investidores esperam que uma guinada fiscal favoreça políticas ortodoxas e sinalize maior disciplina macroeconômica, inclusive no Banco Central.
HUNGRIA
Na Hungria, as eleições de abril são vistas como uma oportunidade para a oposição encurralar o governo de Viktor Orbán. O tema central envolve custo de vida, reformas e relações com a União Europeia.
Coligação de centro-direita lidera pesquisas, mas o resultado permanece incerto. A deterioração da perspectiva de crédito foi destacada pela Fitch, influenciando as expectativas de planos de consolidação.
REINO UNIDO
No Reino Unido, as eleições locais de maio costumam atrair menos atenção externa, mas o cenário político tem repercussão econômica. O Labour à frente de pesquisas pode mudar o humor dos mercados, dependendo de sinais de responsabilidade fiscal.
Mercados observam rumores sobre possível troca de liderança, com impacto potencial sobre o financiamento público e a trajetória dos déficits. A próxima eleição parlamentar deve ocorrer até agosto de 2029.
BRASIL
No Brasil, Lula da Silva lidera pesquisas para o pleito de outubro, enfrentando Flávio Bolsonaro. Analistas destacam possíveis impactos de políticas fiscais e de gasto público sobre preços e dívida.
Especialistas avaliam que vitória de Lula poderia manter o ritmo de ajustes fiscais, ainda que o mercado reaja a cenários de continuidade de déficits e trajetória de dívida para 2032, conforme projeções oficiais.
ESTADOS UNIDOS
Nos EUA, as eleições de meio de mandato de novembro definem o controle do Congresso e são um teste crucial para a gestão de políticas econômicas. O governo busca propostas para reduzir o custo de vida.
Pesquisas mostram insatisfação with a economia entre eleitores. Expectativas apontam que a forma como o governo lida com inflação e juros terá peso relevante no cenário político e financeiro.
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