- Marius Borg Hoiby, 29 anos, filho da princesa herdeira Mette-Marit, enfrenta julgamento em Oslo por 38 acusações, incluindo estupro, violência doméstica, agressão e posse de drogas.
- O advogado afirmou que Hoiby não se declara culpado pelos crimes mais graves, mas admite culpa em alguns delitos menos graves; o julgamento deve durar até 19 de março, com depoimento dele na quarta-feira.
- Ele foi mantido em custódia por quatro semanas após detenção recente por suspeita de causar dano corporal, empunhar faca e violar ordem de restrição.
- Os pais, o príncipe herdeiro Haakon e Mette-Marit, não vão assistir ao julgamento; Haakon afirmou confiar no sistema de justiça, e a família expressou apoio às vítimas.
- O caso ocorre em meio a pressão sobre a monarquia, que, mesmo com críticas recentes envolvendo Mette-Marit, mantém popularidade entre cerca de 70% dos noruegueses.
Marius Borg Hoiby, filho da princesa herdeira Mette-Marit, enfrentará um julgamento em Oslo a partir desta terça-feira, acusado de estupro, violência doméstica, agressão e posse de drogas, entre outros crimes. Ao todo, são 38 acusações que podem resultar em anos de prisão caso haja condenação nas acusações mais graves.
Segundo seu advogado, Petar Sekulic, Hoiby não admitiu culpa nos crimes de estupro ou violência doméstica, mas reconheceu a responsabilidade em algumas imputações menos graves. O depoimento está marcado para ocorrer nesta semana, com o julgamento previsto até 19 de março.
Na véspera, Hoiby foi detido pela polícia sob suspeita de causar danos corporais, empunhar uma faca e violar uma ordem de restrição. A Justiça determinou custódia provisória por quatro semanas, com recurso possível, informou o escritório de defesa.
Contexto da família real
Os pais de Hoiby, o príncipe herdeiro Haakon e a princesa Mette-Marit, não deverão assistir ao processo, segundo comunicado da casa real. O caso surge em meio a crises que atingem a instituição, ainda que Hoiby não tenha título real nem esteja na linha de sucesção.
A crise ocorre semanas após Mette-Marit pedir desculpas por suposto mau julgamento ao manter contatos com o falecido condenado Jeffrey Epstein. King Harald V, de 88 anos, reduziu atividades públicas desde 2024 por questões de saúde.
Haakon ressaltou que Hoiby é cidadão norueguês com direitos e responsabilidades iguais aos de qualquer pessoa, expressando apoio à vítima e à necessidade de um processo justo. A escola do Tribunal manterá a imparcialidade ao longo do julgamento.
Acusações e contexto jurídico
Entre as acusações estão estupro com relação sexual e três acusações de estupro sem relação, em parte filmadas com o celular, conforme a Justiça. Em janeiro, foram adicionadas acusações de posse e transporte de 3,5 kg de cannabis.
Haviam também acusações anteriores envolvendo violência física contra uma ex-parceira, com Hoiby admitindo ter causado dano quando estava sob efeitos de cocaína e álcool, além de danos ao imóvel da vítima.
O caso se soma aos desafios enfrentados pela monarquia norueguesa, que mantém apoio significativo entre a população, com pesquisas apontando cerca de 70% de aprovação. A dinamicidade política e social continua a influenciar a percepção pública sobre a instituição.
Repercussos e desdobramentos
Críticos apontam que a cobertura do caso aumenta a pressão sobre a família real, mesmo com Hoiby fora da linha de sucessão. Até o momento, Haakon e Mette-Marit não planejam participar do julgamento, mantendo o foco na confiança no sistema judicial.
O tribunal deve ouvir mais detalhes ao longo das próximas semanas, com Hoiby apresentando explicações durante o processo. A opinião pública permanece cautelosa, observando como a Justiça administrará o caso e suas implicações para a monarquia.
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