- Novos arquivos sobre Jeffrey Epstein sugerem que outros homens teriam participação em abusos sexuais, além de Epstein e de sua cúmplice Ghislaine Maxwell, alimentando questionamentos sobre declarações oficiais de que não haveria evidências para investigar terceiros.
- Documentos revelam acusações de que Epstein fornecia vítimas a outros homens; relatos anteriores e ações judiciais também apontam possíveis envolvimentos de outras pessoas.
- Uma acusação afirma que Maxwell disse a uma vítima que Epstein precisava sair de casa, mas havia um amigo hospedado ao qual poderia ser oferecido um atendimento, com pagamento após o ato sexual; a venda de fotos e imagens também é mencionada em relatos antigos.
- Entre os nomes citados está o bilionário Leon Black, com alegações de que Epstein pediu que ele recebesse uma massagem enquanto ele estava nu; Black nega irregularidades e afirma ter colaborado com investigações independentes.
- Entre os nomes mencionados em anotações e apresentações, há referências a Harvey Weinstein; Weinstein nega as acusações, afirmando que não houve ação legal ou investigação contra ele em relação a Epstein.
Mais de 3 milhões de arquivos relacionados a Jeffrey Epstein foram divulgados, sugerindo que outras figuras estariam envolvidas em abusos sexuais, além das acusações já conhecidas. A revelação questiona as afirmações oficiais de que não havia evidências para investigar terceiros.
Os novos documentos contêm alegações de que Epstein forneceu vítimas a outros homens. Materiais já divulgados, bem como processos, indicam potencial participação criminosa de outras pessoas, incluindo a assessora movida a Maxwell.
Uma das acusadoras afirma que Maxwell disse que Epstein precisava sair de casa, mas havia um amigo no local a quem a vítima poderia massagear. Segundo o relato, esse associado ofereceu dinheiro pela relação sexual, e a mulher afirma ter aceitado.
Um memorando de instrução criminal, datado de 26 de janeiro de 2021, descreve o encontro, e aponta que a mulher identificou Harvey Weinstein numa foto apresentada por advogados. Os nomes de alguns advogados oficiais aparecem redatados.
Desdobramentos sobre a atuação de outras figuras permanecem sem definição oficial, pois Weinstein, já preso, nega condutas envolvendo Epstein. Em nota, o representante de Weinstein afirma que o documento é apenas um memorando de comunicação interna e não há comprovação de investigações contra ele.
Prominent Names e possíveis ligações
O documento em apresentação da FBI traz uma seção intitulada Nomes Proeminentes, em que aparece o empresário Leon Black. A publicação não confirma se autoridades verificaram as acusações, e Black nega irregularidades. A pasta indica supostas instruções de Epstein para que Black recebesse massagens.
Segundo o material, Epstein teria indicado que Black deveria receber massagens enquanto estava nu, e uma acusadora relatou que Black pediu práticas sexuais. A promotoria da Manhattan investigou eventuais vínculos de Black, sem que haja acusação criminal apresentada.
A defesa de Black afirma que ele pediu uma apuração independente sobre o relacionamento com Epstein e que uma revisão conduzida pela Dechert concluiu não haver conhecimento de atividades criminosas por parte dele. Três ações civis envolvendo Black teriam sido encerradas ou retiradas.
Maria Farmer, artista ligada a Epstein, já havia relatado supostos furtos de fotos nuas de irmãos seus, com indícios de que Epstein as comercializava. Em outro documento, surgem relatos de que Epstein e terceiros teriam compartilhado imagens de abuso infantil.
A divulgação também traz referências a Jean-Luc Brunel, agente de modelagem falecido, que foi preso em 2020 sob suspeitas de crimes contra menores. A menção aponta que ele estaria ligado à rede de Epstein, com o envio de jovens à dupla.
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