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Relatório da UE revela dependência perigosa de importações de minerais críticos

Relatório da Corte de Contas Europeia mostra dependência da UE de minérios críticos, com metas de 2030 fora de alcance e produção doméstica insuficiente

The Swedish state-owned mining company LKAB in Kiruna recently unearthed Europe's largest deposit of rare earth metals.
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  • O relatório da Corte de Auditores Europeus aponta que as metas de energia renovável da UE para 2030 estão fora de alcance devido à pouca evolução da produção, refino e reciclagem domésticos de minerais críticos e terras raras.
  • A auditoria destaca que a mineração e exploração na UE são subdesenvolvidas e pode levar até vinte anos para um novo projeto minerário ficar operacional, dificultando contribuições significativas até 2030.
  • A dependência da UE em relação à China e a países do sul global para minerais essenciais permanece alta, com impactos sobre fabricação de smartphones, turbinas eólicas, jatos militares, entre outros.
  • O relatório cita números-chave, como a UE importar grande parte de magnésio, galínio e tungstênio, além de controlar grande parte de várias terras raras usadas em magnets permanentes.
  • A avaliação alerta para riscos de “círculo vicioso” de dependência sem materiais críticos, impactando transição energética, competitividade e autonomia estratégica da Europa.

O relatório da Court de Auditores Europeus (ECA) aponta que as metas de 2030 da União Europeia para energia renovável estão fora de alcance. A dependência de materiais críticos e terras raras que vêm principalmente da China e de países do sul global é destacada como entrave. A auditoria questiona a capacidade europeia de ampliar mineração, refino e reciclagem.

Segundo a ECA, a exploração e o desenvolvimento de minas na UE continuam subdesenvolvidos. Mesmo quando novos depósitos são encontrados, pode levar até 20 anos para que um projeto mineiro se torne operacional, o que dificulta contribuição concreta até 2030. A conclusão reforça a necessidade de reduzir vulnerabilidades no abastecimento.

A avaliação relaciona a meta de 42,5% de energia proveniente de renováveis até 2030 com um abismo entre discurso e prática. Dados do relatório indicam que 10 dos 26 minerais críticos são importados na íntegra, enquanto nenhum dos 17 metais de terras raras é extraído na UE. O reciclamento de materiais críticos também permanece baixo.

Desafios de dependência e produção interna

A auditoria destaca que a UE é fortemente dependente de importações para sete dos 26 minerais estudados. O fornecimento a partir de países com governança fraca não tem mostrado resultados consistentes entre 2020 e 2024, apesar de esforços de diversificação.

O relatório cita números específicos: 97% de magnésio, 71% de germânio e 31% de tungstênio são importados. Em terras raras, a China controla entre 69% e 74% de seis minerais-chave, incluindo neodímio e praseodímio, usados em ímãs permanentes.

Esforços de diversificação e agenda internacional

A notícia acompanha também desdobramentos políticos. Em Tóquio, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer anunciou aceleração da cooperação com o Japão em minerais críticos. Nos Estados Unidos, o secretário de Estado reuniu-se com líderes de cerca de 20 países para alinhar a diversificação de suprimentos, incluindo lítio, níquel, cobalto, cobre e terras raras.

O comissário europeu da indústria, Stéphane Séjourné, afirmou que a Europa corre o risco de se tornar um campo de jogo para concorrentes sem uma política industrial ambiciosa e pragmática. A ECA ressaltou o atraso na obtenção de resultados tangíveis com parcerias que envolvem países com governança fraca.

Perspectivas futuras e alerta institucional

O documento conclui que muitos projetos estratégicos terão dificuldade para assegurar fornecimento de matérias-primas até 2030, levando a um ciclo vicioso de dependência. Sem materiais críticos, não há transição energética nem autonomia estratégica para a UE, segundo a ECA.

A conclusão coloca a necessidade de ações rápidas em mineração, refino e reciclagem na UE. O objetivo é reduzir a vulnerabilidade externa e aumentar a resiliência industrial, em meio a pressões para acelerar a transição energética na região.

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