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CK Hutchison inicia arbitragem contra Panamá por decisão portuária

CK Hutchison inicia arbitragem internacional após Corte Suprema do Panamá anular licenças de dois portos do Canal, aumentando incerteza sobre venda de ativos de $23 bilhões

A Chinese national flag flutters in the wind with the Cheung Kong Center building and CK Hutchison logo in the background in Hong Kong
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  • A unidade Panama Ports Company da CK Hutchison informou ter iniciado arbitragens internacionais contra o Panamá após um tribunal local anular as licenças para operar dois portos do Canal do Panamá.
  • A Suprema Corte do Panamá decidiu, na semana anterior, que os contratos violavam a constituição ao conceder privilégios exclusivos e isenções fiscais à empresa.
  • Não está claro quanto tempo levará o processo arbitral, que pode se arrastar por anos devido à sensibilidade política e à complexidade do negócio.
  • A decisão levanta dúvidas sobre a futura propriedade dos portos e sobre o negócio de venda de ativos portuários da CK Hutchison, avaliado em “$23 billion”.
  • As ações da CK Hutchison subiram cerca de dois por cento na abertura do pregão; o governo panamenho não comentou imediatamente.

A CK Hutchison informou nesta quarta-feira que a unidade Panama Ports Company iniciou procedimento arbitral internacional contra o governo do Panamá. A ação ocorre após o país ter anulado licenças para operar dois portos no Canal do Pacífico.

A decisão judicial panamenha apontou que os contratos violavam a constituição ao conferir privilégios exclusivos e isenções tributárias à CK Hutchison. A empresa opera Balboa e Cristobal há quase três décadas.

Não está claro há quanto tempo o processo arbitral pode se alongar. Analistas apontam que o caso, pela sua sensibilidade política, pode se estender por vários anos.

Arbitragem contra o Panamá

A CK Hutchison afirmou que continuará a consultar seus conselheiros jurídicos e reserva direitos, incluindo ações legadas a instâncias nacionais e internacionais. A empresa busca manter seus ativos e operações.

O governo panamenho não comentou de imediato o caso. O cenário envolve o planejamento de venda de ativos portuários da CK Hutchison, avaliado em cerca de 23 bilhões de dólares.

Contexto e impactos

As autoridades dos Estados Unidos e de outros países têm acompanhado o desdobramento, dada a importância estratégica dos portos do Canal para o comércio global. A empresa chinesa COSCO aparece como potencial investidor estratégico em negociações relacionadas à maior participação no consórcio.

A operação dos portos de Balboa e Cristobal concentra-se no canal de entrada para o Pacífico e no acesso ao Atlântico, respectivamente. A transação planejava consolidar a presença da CK Hutchison em 23 portos em 23 países sob uma oferta de compra liderada pela BlackRock e pela MSC.

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