- O ex-embaixador britânico em Washington, Peter Mandelson, deixará a Câmara dos Lords nesta quarta-feira, 4, após novas menções a ele em documentos sobre o Caso Epstein divulgados na sexta-feira, 30.
- O primeiro-ministro Keir Starmer cobrou ação rápida e garantiu a elaboração de uma lei para retirar o assento de Mandelson na Câmara.
- A Comissão Europeia avaliará se Mandelson violou normas de conduta, em meio a investigações de seu passado como comissário europeu do Comércio.
- Dados indicam que Epstein transferiu o equivalente a 391 mil reais para contas vinculadas a Mandelson entre 2003 e 2004; o empresário também enviou dinheiro ao marido dele, Reinaldo Avila da Silva, em 2009, no valor de 71 mil reais.
- Mandelson permanece sob investigação da Polícia Metropolitana de Londres por má conduta em cargo público, conforme reporta o Financial Times, após denúncias de repasse de documentos confidenciais quando era ministro do premiê Gordon Brown.
Peter Mandelson deixará a Câmara dos Lordes após novas menções a seu nome em documentos sobre o Caso Epstein. A decisão foi anunciada pela Casa nesta terça-feira e se efetiva nesta quarta, ainda em meio a críticas do primeiro-ministro e a ações de órgãos reguladores.
O ex-embaixador britânico em Washington, que já havia sido afastado em 2025 por vínculos com Epstein, aparece em registros que apontam pagamentos do criminoso entre 2003 e 2004. Dados bancários indicam transferência de cerca de 391 mil reais para contas associadas a Mandelson.
Além disso, Epstein teria enviado dinheiro ao marido de Mandelson, o brasileiro Reinaldo Avila da Silva. Em 2009, registros mostram pedido de empréstimo para custear curso e despesas diversas, com resposta do próprio Epstein assegurando o envio do valor.
O ex-diplomata também é alvo de apuração da Polícia Metropolitana de Londres por suposta má conduta em cargo público, segundo o Financial Times. A investigação investiga o possível envio de documentos confidenciais do governo britânico a Epstein, quando Mandelson era ministro no governo de Gordon Brown.
A renúncia ocorre em meio a desdobramentos políticos. O primeiro-ministro Keir Starmer pediu ação rápida e anunciou a elaboração de lei para retirar o assento de Mandelson na Câmara dos Lordes, considerado pela liderança governista como necessária diante das acusações.
Em paralelo, a Comissão Europeia analisa se Mandelson violou normas de conduta, avaliando o histórico dele como ex-comissário de Comércio. Mandelson já deixou o cargo de embaixador nos EUA e se afastou do Partido Trabalhista após as revelações.
Investigações e desdobramentos
- Evidências financeiras associam Mandelson a pagamentos de Epstein em anos anteriores.
- Avila da Silva também aparece ligado a pedidos de repasse de recursos para despesas pessoais.
- A Casa dos Lordes mantém a prerrogativa de revisar leis, sem eleição direta, e continua sob escrutínio público e político.
Entre na conversa da comunidade