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E-mails do Caso Epstein derrubam lord britânico casado com brasileiro

Ex-embaixador Peter Mandelson deixa a Câmara dos Lordes após novos documentos do Caso Epstein; investigações de conduta seguem e cobrança por ação política aumenta

Peter Mandelson, em registro de 26 de setembro de 2022. Foto: Oli Scarff/AFP
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  • O ex-embaixador britânico em Washington, Peter Mandelson, deixará a Câmara dos Lords nesta quarta-feira, 4, após novas menções a ele em documentos sobre o Caso Epstein divulgados na sexta-feira, 30.
  • O primeiro-ministro Keir Starmer cobrou ação rápida e garantiu a elaboração de uma lei para retirar o assento de Mandelson na Câmara.
  • A Comissão Europeia avaliará se Mandelson violou normas de conduta, em meio a investigações de seu passado como comissário europeu do Comércio.
  • Dados indicam que Epstein transferiu o equivalente a 391 mil reais para contas vinculadas a Mandelson entre 2003 e 2004; o empresário também enviou dinheiro ao marido dele, Reinaldo Avila da Silva, em 2009, no valor de 71 mil reais.
  • Mandelson permanece sob investigação da Polícia Metropolitana de Londres por má conduta em cargo público, conforme reporta o Financial Times, após denúncias de repasse de documentos confidenciais quando era ministro do premiê Gordon Brown.

Peter Mandelson deixará a Câmara dos Lordes após novas menções a seu nome em documentos sobre o Caso Epstein. A decisão foi anunciada pela Casa nesta terça-feira e se efetiva nesta quarta, ainda em meio a críticas do primeiro-ministro e a ações de órgãos reguladores.

O ex-embaixador britânico em Washington, que já havia sido afastado em 2025 por vínculos com Epstein, aparece em registros que apontam pagamentos do criminoso entre 2003 e 2004. Dados bancários indicam transferência de cerca de 391 mil reais para contas associadas a Mandelson.

Além disso, Epstein teria enviado dinheiro ao marido de Mandelson, o brasileiro Reinaldo Avila da Silva. Em 2009, registros mostram pedido de empréstimo para custear curso e despesas diversas, com resposta do próprio Epstein assegurando o envio do valor.

O ex-diplomata também é alvo de apuração da Polícia Metropolitana de Londres por suposta má conduta em cargo público, segundo o Financial Times. A investigação investiga o possível envio de documentos confidenciais do governo britânico a Epstein, quando Mandelson era ministro no governo de Gordon Brown.

A renúncia ocorre em meio a desdobramentos políticos. O primeiro-ministro Keir Starmer pediu ação rápida e anunciou a elaboração de lei para retirar o assento de Mandelson na Câmara dos Lordes, considerado pela liderança governista como necessária diante das acusações.

Em paralelo, a Comissão Europeia analisa se Mandelson violou normas de conduta, avaliando o histórico dele como ex-comissário de Comércio. Mandelson já deixou o cargo de embaixador nos EUA e se afastou do Partido Trabalhista após as revelações.

Investigações e desdobramentos

  • Evidências financeiras associam Mandelson a pagamentos de Epstein em anos anteriores.
  • Avila da Silva também aparece ligado a pedidos de repasse de recursos para despesas pessoais.
  • A Casa dos Lordes mantém a prerrogativa de revisar leis, sem eleição direta, e continua sob escrutínio público e político.

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