- Emirados Árabes Unidos pediram que os EUA e o Irã fechem um acordo nuclear e busquem uma solução de longo prazo, antes da retomada das negociações, para evitar mais confrontos na região.
- O assessor do presidente dos Emirados, Anwar Gargash, afirmou isso em painel na World Governments Summit, em Dubai.
- Em Istambul, o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e o ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, devem tentar relançar a diplomacia sobre o programa nuclear.
- Segundo diplomatas, representantes da Arábia Saudita, Egito e outros países da região devem participar das discussões.
- Autoridades iranianas temem que um eventual ataque americano comprometa ainda mais o regime, agravando protestos internos.
O Conselho da UAE pediu aos EUA e ao Irã que promovam um acordo nuclear e busquem uma solução de longo prazo para as tensões regionais, antes da retomada das negociações entre as partes e potências da região. O objetivo é evitar um novo conflito no Oriente Médio.
Anwar Gargash, conselheiro do presidente dos Emirados Árabes, afirmou durante o World Governments Summit em Dubai que o regionamento não precisa de outra guerra e que negociações diretas entre Irã e EUA devem chegar a entendimentos.
As discussões para reativar o diálogo entre Washington e Teerã ocorrem em Istambul, com o envolvimento do enviado especial dos EUA para o assunto, Steve Witkoff, e do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi. Também participariam representantes de países como Arábia Saudita e Egito.
A mobilização naval dos EUA perto do Irã se intensificou após repressão violenta a protestos anti-governo no mês anterior. A Casa Branca condicionou avanços a concessões nucleares iranianas, enquanto Teerã sinalizou que as negociações estão em andamento.
Fontes iranianas citadas pela Reuters indicam que o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, exigia três condições para a retomada das conversas: zero enriquecimento de urânio, limites ao programa de mísseis balísticos e fim do apoio a grupos regionais. O Irã tem rejeitado essas demandas, vendo as limitações ao programa de mísseis como o obstáculo principal.
O enfraquecimento regional do Irã é atribuível a ações de Israel contra seus aliados na região, como Hamas, Hezbollah, os houthis e milícias no Iraque, além da saída do aliado próximo Bashar al-Assad na Síria. Em meio a esse cenário, autoridades iranianas disseram que as negociações seguem sob preparação.
Imagens de satélite recentes mostram reparos em dois alvos nucleares iranianos, Isfahan e Natanz, desde dezembro. Novas estruturas cobrem áreas destruídas, mas não há sinais de reconstrução ampla, segundo análises da Planet Labs revisadas pela Reuters.
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