- O Exército sudanês afirmou ter rompido o cerco a Kadugli, cidade atingida pela fome, potencialmente oferecendo alívio a dezenas de milhares de moradores.
- Civis enfrentaram fome, ataques de drones e deslocamento em massa desde o início do conflito entre o Exército e as Forças de Apoio Rápido (RSF) em abril de 2023; mais de 147 mil pessoas四 fugiram de Kadugli, segundo a ONU.
- Em Kadugli, o preço da farinha subiu, dificultando o acesso a alimentos básicos; relatos de moradores indicam condições de fome e falta de medicamentos.
- A ofensiva do Exército foi parcialmente viabilizada pela quebra das linhas de abastecimento do RSF vindo da Líbia, com ataques de drones e apoio de grupos locais Nuba.
- O novo impulso do Exército ocorre em meio a avanços dos combates e a falhas em esforços diplomáticos para buscar uma solução pacífica, conforme fontes e observadores.
O Exército sudanês anunciou ter rompido o cerco de Kadugli, cidade no estado de Kordofã, visto como peça-chave numa longa disputa desde o início de 2023. A notícia indica possível alívio para milhares de pessoas sob risco de fome.
O acordo militar ocorreu em meio a um cenário de deslocamento em massa e ataques de drones que atingem civis desde o começo do conflito. Estimativas apontam que parte da população busca abrigo em áreas sob controle de facções vizinhas.
Segundo relatos, Kadugli e Al-Dalanj sofreram com o cerco intermitente, que elevou preços e reduziu o acesso a alimentos, medicamentos e serviços básicos. Médias locais descrevem condições de fome entre a população.
Fontes ligadas ao Exército e a grupos aliados afirmam que o avanço foi favorecido pela quebra da linha de abastecimento do RSF vindo da Líbia, além de uso de drones e de apoio de milícias locais.
Civis deslocados relatam ataques de drones que teriam destruído casas, obrigando famílias a fugir para acampamentos em território de facções rivais. Organizações humanitárias indicam que a ajuda permanece restrita.
Antes do rompimento do cerco, mais de 80% da população de Kadugli, cerca de 147 mil pessoas, já havia deixado a cidade, segundo dados da ONU. O custo de alimentos continua alto, com o preço do quilo de farinha próximo de níveis elevados.
A tensão entre as forças em campo intensificou-se após a aliança entre o RSF e o SPLM-N, que controla parte do território, reacendendo confrontos na região de Kordofã. O impacto humano persiste, com vários campamentos sobrecarregados.
Cenário internacional
- Drones e suporte de grupos locais contribuíram para o avanço do Exército.
- Relatos indicam participação de potências regionais, com envolvimento indireto no conflito.
- Organizações humanitárias destacam falhas na proteção de civis e na entrega de ajuda.
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