- O tratado New Start expira nesta quinta-feira, removendo os limites mútuos entre EUA e Rússia sobre seus arsenais nucleares.
- O acordo restringia a cada país a 1.550 ogivas implantadas e até 800 sistemas de entrega (mísseis ou bombardeiros).
- A suspensão das inspeções mútuas por parte da Rússia ocorreu em 2023, como resposta ao apoio dos EUA à Ucrânia.
- A possível dissolução do New Start aumenta o risco de corrida armamentista e pode afetar o regime de não proliferação nuclear (NPT).
- Especialistas ressaltam que um novo acordo com a China também pode ser necessário para qualquer acordo abrangente, tornando improvável um retorno rápido à estabilidade nuclear.
O tratado New START entre os Estados Unidos e a Rússia expira nesta semana, retirando os últimos limites mútuos sobre os dois maiores arsenais nucleares do mundo. O fim do acordo marca o encerramento de mais de cinco décadas de controle de armas em um momento de crescente instabilidade global.
Antes da expiração, o acordo limitava a implantação estratégica de cada país a 1.550 Ogivas e o total de sistemas de entrega a 800. O regime também previa um amplo esquema de monitoramento, troca de dados e inspeções, interrompido pela Rússia em 2023, em retaliação ao apoio ocidental à Ucrânia.
Reações e contexto
Dmitry Medvedev, que assinou o acordo com Barack Obama em 2010, disse que a expiração deve alarmar a comunidade internacional. Assinalou que, sem um acordo, a confiança entre as nações tende a se esgotar. Autoridades russas e ocidentais aguardam próximos movimentos.
Alguns analistas acreditam que haveria espaço para uma negociação de salvaguarda, ainda que a janela seja estreita. Observadores lembram que, para qualquer acordo futuro, pode ser necessária a participação da China, com arsenal menor, mas relevante para o equilíbrio regional.
Perspectivas e impactos
Especialistas de controle de armas ressaltam que o fim do New START pode acelerar uma corrida armamentista, com investimentos bilionários para modernizar arsenais. O tema também levanta dúvidas sobre a conformidade com o tratado de não proliferação, que exige dissuasão e desarmamento.
Vários críticos ressaltaram que a possibilidade de retorno a um regime de inspeções reduz a transparência entre Washington e Moscou. A ausência de um novo acordo pode aumentar a tensão estratégica na órbita euro-atlântica e no Indo-Pacífico.
Observações finais
Fortalecer acordos de controle de armas continua sendo citada como ferramenta para reduzir riscos. Autores e instituições de defesa argumentam que qualquer novo pacto exigiria a cooperação de múltiplos atores, incluindo a China, para evitar desequilíbrios significativos.
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