- Truphena Muthoni, mulher queniana, abraçou uma árvore por 72 horas, entre 8 e 11 de dezembro de 2025, alcançando um recorde do Guinness World Records pela segunda vez para promover a conservação de florestas indígenas e a luta contra as mudanças climáticas.
- O feito substituiu o recorde anterior de 48 horas, também de Muthoni, estabelecido em fevereiro de 2025.
- Durante o desafio, ela não comeu nem dormiu, não largando o tronco da árvore; recebeu atendimento médico e contou com apoio de apoiadores.
- A iniciativa gerou um movimento no país, com outras pessoas abraçando árvores para causas diversas; Muthoni também atua na recuperação de reservas florestais em parceria com o Kenya Forest Service e é embaixadora da meta de plantar 15 bilhões de árvores até 2032.
- Antes do anúncio do recorde, a pesquisadora foi listada entre as 20 mulheres mais impactantes do Quênia pela Timely Kenya, destacando sua atuação em governança, saúde, política e meio ambiente.
Truphena Muthoni, jovem ambientalista queniana, quebrou pela segunda vez o recorde mundial ao abraçar uma árvore por 72 horas, de 8 a 11 de dezembro de 2025. O feito visa sensibilizar para as mudanças climáticas e protestar contra a derrubada de florestas indígenas. Ela não soltou o tronco durante o período, contou com atendimento médico e teve apoio de apoiadores.
Segundo a organização Guinness World Records, a marca anterior de 48 horas, também registrada por Muthoni, foi superada. A campanha teve como objetivo destacar o valor das árvores indígenas e a sabedoria dos povos originários para soluções climáticas globais.
Muthoni afirmou que a iniciativa busca proteger árvores e comunidades indígenas, além de inspirar repensar as práticas de reflorestamento. Em público, ela ressaltou a crítica situação de desmatamento de florestas nativas e chamou a população a priorizar a proteção do que já existe.
Proliferação de ações em prol de árvores
Antes da divulgação oficial do feito, a ativista foi listada entre as 20 mulheres mais influentes do Quênia pela Timely Kenya, somando-se a lideranças em governança, saúde, política e meio ambiente. A repercussão motivou outras pessoas a abraçar árvores para causas diversas.
Em Nanyuki, centro do país, um homem de 43 anos abriu uma maratona de 96 horas de abraço a uma árvore de cedro para promover a paz em antecipação às eleições de 2027. Em Murang’a, James Irungu quase atingiu seu objetivo de 80 horas, sofrendo queda de pressão durante o desafio.
Em Nairobi, Stephen Gachanja, de 14 anos, completou 50 horas abraçando uma árvore para arrecadar fundos para a cirurgia do irmão. Muthoni mantém parceria com o Serviço Nacional de Florestas do Quênia para revitalizar reservas florestais e atua como embaixadora da campanha governamental de plantio de 15 bilhões de árvores até 2032.
A ativista também trabalha para promover o plantio de árvores entre jovens no país. Em rede social, ela afirmou dedicarem-se à causa como responsabilidade sagrada diante da população queniana e das nações do mundo.
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