- O regulador britânico de proteção de dados, ICO, abriu uma investigação contra a rede X e a empresa xAI por imagens sexuais geradas pelo assistente de IA Grok.
- O conteúdo envolve nudez de pessoas reais criada a partir de fotos ou vídeos, gerando preocupações sobre a lei de proteção de dados e riscos para o público.
- Países bloquearam o Grok em alguns casos, e a X limitou a ferramenta onde a criação de imagens desse tipo é ilegal.
- A legislação britânica foi endurecida para criminalizar a produção ou solicitação de imagens íntimas sem consentimento, com chance de multa de até quatro por cento do faturamento mundial da empresa.
- A Ofcom abriu, em doze de janeiro, uma apuração para verificar descumprimento de moderação de conteúdos ilegais e proteção de menores, com multa de até dez por cento do faturamento mundial e possibilidade de bloqueio do site no Reino Unido.
O regulador britânico de proteção de dados, ICO, abriu nesta terça-feira uma investigação contra a rede social X e a empresa xAI, de Elon Musk. a apuração foca em imagens de caráter sexual geradas pelo Grok, assistente de IA da plataforma, que geraram indignação internacional.
A ação busca esclarecer se dados pessoais foram tratados de forma lícita, leal e transparente, além de verificar se salvaguardas adequadas foram integradas ao design do Grok. A investigação pode resultar em sanções proporcionais ao faturamento mundial da empresa.
Além disso, a ICO atua juntamente com a Ofcom, que investiga cumprimento das regras de moderação de conteúdos ilegais e proteção de menores. As consequências podem incluir multas altas e, em caso de descumprimento, medidas adicionais.
Contexto e desdobramentos
O caso ganhou repercussão internacional após o uso do Grok para solicitar nudez de pessoas reais a partir de fotos ou vídeos. Países já anunciaram bloqueio de Grok em algumas jurisdições, citando riscos legais e de proteção de dados.
O Reino Unido já endureceu sua legislação ao criminalizar a produção ou a solicitação de imagens íntimas sem consentimento. A X anunciou, em janeiro, limitações da ferramenta nos locais onde esse tipo de imagem é proibido, sem confirmar onde exatamente.
A investigação do ICO ocorre no mesmo dia em que Elon Musk foi chamado na França para depor, em abril, em uma apuração mais ampla sobre desvios da plataforma. As autoridades francesas realizaram buscas nas instalações da empresa.
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