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Rússia lança grande ataque contra a Ucrânia apesar da trégua anunciada por Trump

Rússia lança novo ataque maciço contra a Ucrânia no frio extremo, atingindo infraestruturas energéticas e deixando Kiev com prédios sem calefação

Varias personas se refugian en el metro de Kiev durante el ataque ruso en la madrugada de este martes.
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  • Rússia lançou outro grande ataque contra a Ucrânia durante a madrugada, atingindo infraestrutura energética e áreas residenciais em várias regiões, com cerca de 450 drones e mais de 70 mísseis.
  • Em Kyiv, 1.170 edifícios ficaram sem calefação e houve cortes de energia em dois distritos; a empresa DTEK informou danos em centrais térmicas.
  • O presidente ucraniano Volodímir Zelenski disse que nove pessoas ficaram feridas até o momento.
  • O ataque ocorreu durante uma onda de frio extremo, com o termômetro marcando cerca de -20ºC, agravando a situação da população sem água, luz ou aquecimento.
  • Kiev participava de negociações trilaterais em Abu Dabi com Estados Unidos e Rússia, enquanto o ministro das Relações Exteriores pediu aumento da pressão internacional sobre Moscou.

O ataque russo a civis e infraestrutura energéticas da Ucrânia não cessou, mesmo diante de promessas de trégua divulgadas por Washington. Em Kiev, a madrugada foi marcada por explosões que duraram toda a noite, confirmando o início de um novo grande ataque. O frio extremo, com -20°C, intensificou o impacto sobre a população já vulnerável a cortes de energia.

Segundo autoridades ucranianas, a ofensiva envolveu cerca de 450 drones de ataque e mais de 70 mísseis, entre balísticos e de cruzeiro. Kiev e outras cidades foram atingidas por explosões em infraestrutura energética e imóveis residenciais. Nine pessoas ficaram feridas, conforme informações do presidente Volodímir Zelenski.

DTEK, maior empresa energética da Ucrânia, informou que centrais térmicas foram danificadas, marcando o nono ataque a grande escala desde outubro de 2025. Na capital, cerca de 1.170 edifícios ficaram sem calefação e houve cortes de energia emergenciais em dois distritos.

Contexto diplomático

A reação internacional acompanha o ritmo do conflito. Na véspera, o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que Putin se comprometeu a não atacar a infraestrutura energética ucraniana por uma semana. Moscou confirmou a conversa, mas fixou o prazo em 1º de fevereiro, quatro dias após o anúncio.

Kiev acompanhava negociações em curso. A delegação ucraniana viajava para Abu Dhabi para novas tratativas trilaterais com Estados Unidos e Rússia, enquanto a OTAN indicava a presença de seu secretário-geral na região. Em meio à ofensiva, autoridades locais reforçaram a necessidade de proteção antiaérea.

O governo ucraniano repudia ataques que visam impor sofrimento à população durante o inverno. Zelenski informou que, nas últimas 24 horas, foram registrados novos ataques a instalações energéticas em cidades da linha de frente e da fronteira, sem, porém, registrar ataques com mísseis ou drones contra a infraestrutura energética naqueles horários.

Repercussões humanitárias

Voluntários intensificaram a assistência a quem ficou sem serviços básicos. Em Kiev, equipes forneceram água, comida e aquecimento a moradores afetados. O ataque evidencia a persistência do desafio humanitário ligado à energia, água e calor durante o inverno rigoroso na região.

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