- Um adolescente australiano de 19 anos foi acusado de fazer ameaças de morte online contra o presidente israelense Isaac Herzog, antes da visita prevista à Austrália.
- As ameaças teriam sido feitas na plataforma de redes sociais no mês passado, direcionadas a um chefe de estado estrangeiro.
- A acusação prevê pena máxima de dez anos de prisão; o suspeito teve a fiança negada e vai se apresentar em um tribunal de Sydney na quinta-feira.
- A polícia apreendeu um celular e equipamento relacionado a drogas durante uma busca na casa em Sydney, realizada na quarta-feira.
- Herzog deve chegar à Austrália no domingo para uma viagem de cinco dias; protestos e cobranças de segurança são esperados por grupos contrários à visita.
Oito de fevereiro, Sydney. Um adolescente australiano foi indiciado por supostamente fazer ameaças de morte online contra o presidente israelense Isaac Herzog, antes da visita dele ao país. A polícia federal australiana detalhou que o crime ocorreu no mês passado contra uma figura de estado estrangeira e pessoa protegida internacionalmente. A pena máxima prevista é de 10 anos de prisão.
Não foi divulgado o nome do alvo pretendido pelas ameaças, mas a imprensa local afirmou amplamente que se tratava de Herzog. O Sydney Morning Herald também informou que o jovem poderia ter feito ameaças contra o presidente dos EUA, Donald Trump. O rapaz de 19 anos teve a fiança negada.
Ele deve comparecer a uma audiência em Sydney na quinta-feira. A polícia anunciou que, durante uma busca domiciliar realizada na quarta-feira, apreendeu um celular e equipamento relacionado ao uso de drogas. A investigação segue sob responsabilidade da Australian Federal Police.
Visita de Herzog e medidas de segurança
Herzog chega a Australia no domingo para uma visita de cinco dias, convidada pelo primeiro-ministro Anthony Albanese após o ataque a Bondi Beach em dezembro. O presidente deve encontrar sobreviventes e familiares das vítimas do tiroteio de Bondi, em uma celebração de Hanucá.
A visita tem gerado manifestações de grupos pró-Palestina, com protestos anunciados em grandes cidades australianas. O governo estadual de New South Wales ampliou, nesta terça, restrições a protests em áreas da cidade, citando animosidade entre setores.
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