- Iran está em nova rodada de negociações nucleares com os EUA em Genebra, e seu arsenal de mísseis é ponto de discórdia nas tratativas.
- O Irã tem o maior arsenal de mísseis balísticos do Oriente Médio, com alcance autoproposto de até dois mil quilômetros, suficiente para alcançar Israel.
- Entre os modelos listados estão Sejil, Emad, Ghadr, Shahab‑3, Khorramshahr e Hoveyzeh, com alcances variando de cerca de trezentos a dois mil quilômetros.
- O país já utilizou mísseis na guerra de junho de dois mil e vinte e cinco contra Israel, e em ações contra bases dos Estados Unidos, além de ataques a alvos na região.
- A estratégia envolve dissuasão e resposta a potenciais ameaças, com desenvolvimento de depósitos subterrâneos, mísseis de alcance maior e sistemas de cruzeiro; o programa também envolve colaborações internacionais e tecnologia de mísseis hipersônicos.
Iran mantém novo ciclo de negociações nucleares com os EUA em Genebra, enquanto seu arsenal de mísseis continua sendo ponto de discórdia nas conversas. O tema envolve capacidade de alcance, estratégia de dissuasão e possíveis vias de entrega de armas.
Segundo fontes de inteligência, o Irã abriga o maior estoque de mísseis balísticos no Oriente Médio, com autodefinição de alcance de até 2.000 km. Autoridades iranianas dizem que esse alcance favorece a defesa do território, especialmente para alcançar Israel, país próximo.
Diversos tipos de mísseis compõem o conjunto iraniano, incluindo Sejil, Ghadr, Emad, Shahab-3, Khorramshahr e Hoveyzeh, com estimativas de alcance entre 1.300 e 2.000 km. Sites de lançamento estariam distribuídos pela região de Teerã e em áreas subterrâneas associadas a missões estratégicas.
Fontes especializadas apontam ainda que, em abril de 2025, a ISNA publicou gráfico sugerindo nove mísseis capazes de alcançar Israel, incluindo o Sejil, com alegação de alcance próximo a 2.500 km e velocidade superior a 17 mil km/h, além de outras plataformas como Kheibar e Haj Qasem. Avaliações de think tanks variam quanto a alcance e capacidade de algumas variantes.
Entre 2020 e 2025, análises de instituições como o Arms Control Association indicam histórico de desenvolvimento contínuo, incluindo mísseis lançados a partir de instalações subterrâneas e aprimoramentos de materiais para ampliar o alcance. Em 2023, autoridades iranianas teriam apresentado um míssil balístico hipersônico, marcado como parte da evolução tecnológica.
Em relação a uso recente, o Irã lançou mísseis balísticos durante conflitos regionais, inclusive em uma ofensiva de 12 dias contra Israel em junho de 2025, segundo observatórios. Autoridades internacionais observaram danos a alvos militares, com relatos de danos a infraestrutura. Em resposta a participação dos EUA, houve ataques a bases em Qatar e operações de resposta com coordenadas de cessar-fogo posteriormente anunciadas.
A estratégia militar do Irã sustenta que seus mísseis funcionam como dissuasão e retaliação contra os Estados Unidos, Israel e outros alvos regionais. Relatórios de 2023 indicam presente desenvolvimento de depósitos subterrâneos, com sistemas de transporte, lançamento e armazenamento integrados, além de avanços em Astúcia tecnológica para ampliar alcance.
Além dos mísseis balísticos, o Irã também opera mísseis de cruzeiro, como o Kh-55, com alcance estimado de até 3.000 km, ampliando o conjunto de capacidades ativas na região. A cooperação técnica com outros países e projetos de apoio externo são citados por fontes especializadas como influentes nesse programa.
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