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Doadores relutam em financiar plano dos EUA para Gaza; desarmamento do Hamas estagna

Doadores relutam em financiar plano de Gaza liderado pelos EUA enquanto desarmamento não avança, atrasando reconstrução e gestão externa

A field on the Israeli side of the Israel-Gaza border in southern Israel, January 21, 2026. Destruction in Gaza can be seen in the background.
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  • Os EUA ainda não garantiram compromissos de financiamento para o plano de reconstrução de Gaza, com doadores preocupados que disputas sobre desarmamento de Hamas levem a uma retomada da guerra.
  • O desarmamento de Hamas é condição-chave do plano de Donald Trump para encerrar o conflito, que prevê retirada de tropas israelenses e reconstrução de Gaza sob um “Board of Peace” presidido pelo presidente dos Estados Unidos.
  • Alguns doadores querem que os recursos sejam geridos pela Organização das Nações Unidas em vez do Board, e o custo estimado fica em cerca de 100 bilhões de dólares.
  • Países ocidentais têm hesitado em se comprometer, citando a necessidade de ver garantias de que o dinheiro não alimentará nova violência.
  • Não há data definida para uma conferência de financiamento; eventuais contribuições privadas podem ocorrer mesmo sem o evento formal, segundo fontes.

O governo dos Estados Unidos ainda não garantiu compromissos de financiamento para o plano de reconstrução de Gaza, segundo fontes. Doadores potenciais citam preocupações de que disputas sobre desarmar o Hamas possam levar Israel a retomar a guerra em larga escala no enclave. A proposta central envolve a saída de tropas israelenses e o desarmamento do Hamas, sob supervisão de um “Board of Peace” chefiado pelo presidente dos EUA.

Fontes com conhecimento direto do planejamento indicam que países hesitam em aportar recursos até que haja progressos verificáveis no desarmamento. Parte dos financiamentos também é considerada apenas se a gestão ficar sob as Nações Unidas, em vez de sob o Board, segundo diplomatas ocidentais.

O custo estimado da reconstrução é de cerca de 100 bilhões de dólares. O conceito de um “Nova Gaza” prevê infraestrutura moderna, com áreas residenciais à beira-mar, centros de dados e parques industriais. O plano foi apresentado por Jared Kushner, assessor da Casa Branca, na semana passada.

Desafios de financiamento e gestão

Doadores privados e governos discutem como o dinheiro será utilizado, com ênfase em reconstrução dentro de áreas desmilitarizadas. Até o momento, não houve data definida para uma conferência de financiamento, segundo duas fontes. O debate envolve a gestão dos recursos e o papel de uma entidade internacional.

Representantes da Comunidade Europeia afirmam que nenhum país europeu confirmou financiamento. Entidades do Golfo também demonstram hesitação sem uma solução política que inclua o desarmamento do Hamas. Diplomatas ressaltam que o projeto depende de condições de segurança para atrair capital privado.

A primeira fase do plano prevê intervenções para a remoção de detritos de guerra e a reconstrução de infraestruturas básicas. Equipes estão em negociação para contratar a remoção de aproximadamente 68 toneladas de escombros, com contratos potenciais geridos por um corpo technocrático palestino sob supervisão do Board.

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