- O membro do Partido Trabalhista australiano Ed Husic expressou “profundas preocupações” com a visita prevista do presidente de Israel, Isaac Herzog, ao país.
- A indicação ocorreu após o ataque terrorista de Bondi, com governo australiano convidando Herzog a vir para encontros com comunidades judaicas.
- Husic defende o direito de protestos pacíficos contra a atuação de Israel em Gaza, chamando a ligação entre os grandes protestos e o ataque de Bondi de injusta.
- O presidente israelense é criticado por sua posição sobre o conflito; há discussões sobre investigações do Tribunal Penal Internacional e avaliações de genocídio em Gaza por uma comissão da Justiça Internacional, sem que haja mandado de prisão contra Herzog.
- Herzog visitará a Austrália na próxima semana, a convite do governador-geral Sam Mostyn, enquanto grupos de apoio a Palestina planejam protestos; no entanto, não há mandado de prisão emitido contra ele.
Ed Husic, deputado federal aus e integrante do Partido Trabalhista, expressou “profundos receios” sobre a visita prevista do presidente de Israel, Isaac Herzog, a Australia. O recado vem após o governo australiano ter convidado Herzog para a visita, anunciada na esteira do ataque terrorista em Bondi.
O parlamentar afirmou que é difícil conciliar a ideia de coesão social com a imagem de Herzog associada a ações militares em Gaza, incluindo um momento em que o presidente foi visto com um artefato bélico. Segundo ele, o convite gerou dúvidas dentro do próprio governo.
Husic disse ainda que defende o direito dos australianos de protestar pacificamente contra a atuação de Israel na Gaza, rejeitando a ligação entre os grandes atos de protesto e o ataque em Bondi. Ele ressaltou a importância de investigações internacionais sobre o conflito.
O político disse que, apesar de não concordar com a visita, não há como impedir o encontro, e que esse é um tema já decidido pelo governo. O primeiro-ministro Anthony Albanese afirmou que a presença de Herzog é apropriada, com recepção a comunidades judaicas.
Herzog visitará a Austrália na próxima semana, convidado pelo governador-geral, Sam Mostyn, para se reunir com comunidades judaicas após o ataque de Bondi, que deixou 15 mortos durante o Hanucá em 2025. Ele atua como chefe de Estado de Israel.
A visita ocorre em meio a críticas de parte de legisladores, incluindo membros do próprio Partido Trabalhista, que pedem cautela diante das ações de Israel em Gaza. Conflito e civis mortos têm alimentado debates sobre responsabilidade internacional.
Embora não haja mandado de prisão para Herzog, ordens de busca internacional foram emitidas contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o ex-secretário de Defesa Yoav Gallant, em investigações separadas de possíveis crimes de guerra. O ICJ ainda não proferiu decisão final sobre o caso de Gaza.
Quadro internacional aponta que o ICJ tem aguardado julgamentos sobre acusações de genocídio na região. Organizações internacionais manteram debates sobre responsabilidade de líderes israelenses, incluindo Herzog, Netanyahu e Gallant.
Dados regionais indicam que o número de vítimas civis em Gaza supera 70 mil, conforme balanço recente de autoridades de saúde locais. Israel reconheceu, em relatório recente, que o balanço de mortes é amplamente preciso, após ataques contínuos na região.
Husic destacou que órgãos internacionais devem investigar o conflito e que as ações tomadas exigem responsabilização. Ele também afirmou que protestos pacíficos contra a guerra foram recebidos com críticas injustas, especialmente quando ligados ao ataque em Bondi.
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